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terça-feira, 27 de julho de 2010

Contraf volta a negociar nesta terça com a Fenaban para reverter terceirizações

Acontece nesta terça-feira, 27, às 15h30, em São Paulo, nova negociação da mesa temática de Terceirização entre a Contraf-CUT e Fenaban. Os bancários esperam que a entidade patronal traga respostas positivas para a proposta de reversão de atividades terceirizadas, definida na reunião anterior, realizada no dia 7 de junho.

A proposta original dos trabalhadores seria discutir a reversão das terceirizações em áreas onde já foram conseguidos acordos com alguns bancos, como tele-atendimento, financiamento de automóveis, telefonia, call center ativo e receptivo e cartão de crédito, entre outras. Os bancos negaram a solicitação, alegando que cada empresa possui procedimentos próprios e a uniformização não é possível.

Após discussão na mesa, uma nova proposta foi definida e a Fenaban se comprometeu a procurar novamente os bancos para socializar os debates e os acordos já feitos, e avaliar quais os entraves específicos para cada empresa. Além disso, a Fenaban também ficou de avaliar com cada banco se há outras áreas em que a terceirização poderia ser revertida. A partir do resultado desta consulta, a Contraf-CUT e Fenaban determinarão as atividades que serão alvo de debate específico.

"O movimento sindical entende que as atividades-fim não podem ser terceirizadas. Estamos buscando com a Fenaban consenso sobre algumas áreas em que podemos reverter imediatamente, visando aumentar a qualidade do serviço e a proteção dos trabalhadores", afirma Ana Tércia Sanches, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e integrante do Coletivo Nacional sobre Terceirização.

Ela considera que abrir a discussão sobre o tema é valorizar os processos de transparência nas relações entre empresas e trabalhadores. "Este tema tem se transformado num grande desafio para o movimento sindical, já que cada vez mais bancários têm sido substituídos por terceirizados. O setor financeiro tem excelente desempenho e não podemos aceitar que mantenha esse processo de precarização das condições de trabalho apenas para aumentar seus lucros", finaliza.
 
Fonte: Contraf-CUT
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