RSSYoutubeTwitter Facebook
Aumentar tamanho das letras Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Versão para impressão


Notícias

02/07/2018 

Suspensas privatizações: STF proíbe venda do controle acionário de empresas públicas

Ato em defesa da Caixa realizado pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, em Fortaleza (Foto: Arquivo)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar (decisão provisória), no dia 27/6, impedindo que o governo venda, sem autorização do Legislativo, o controle acionário de empresas públicas de economia mista.

Com essa decisão, empresas como Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não poderão ser vendidas sem aprovação do Congresso Nacional. Das 158 estatais brasileiras, Temer havia anunciado a intenção de privatizar 57 empresas.

A decisão também inclui empresas subsidiárias e controladas das estatais e abrange ainda as esferas estadual e municipal da administração pública. Com isso, na prática, ficam suspensas as privatizações de estatais de capital aberto no país.

Ação da Fenae e Contraf - A decisão de Lewandowski foi numa Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) aberta em novembro de 2011 pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), questionando dispositivo da Lei das Estatais (13.303/2016).

Para o ministro, “a venda de ações de empresas públicas, sociedades de economia mista ou de suas subsidiárias ou controladas exige prévia autorização legislativa, sempre que se cuide de alienar o controle acionário”. Na decisão, Lewandowski disse ter interpretado, conforme a Constituição, o Artigo 29 da Lei das Estatais, que prevê dispensa de licitação para a venda de ações de empresas públicas.
Ele determinou que a dispensa de licitação só deve ocorrer no caso de venda de ações que não implique na perda de controle acionário.

Lewandowski mencionou “uma crescente vaga de desestatizações que vem tomando corpos em todos os níveis da Federação” para justificar a urgência da medida. Para o ministro, se privatizações forem efetivadas “sem a estrita observância do que dispõe a Constituição”, isso resultará em “prejuízos irreparáveis ao país”.

“Essa decisão do STF representa uma vitória das entidades Fenae e Contraf-CUT, que representando os trabalhadores mostraram que continuam na luta para derrubar as pretensões deste governo ilegítimo de privatizar as empresas públicas do Brasil, especialmente os bancos públicos”, disse Marcos Saraiva, diretor da Fenae e do SEEB/CE.

Fonte: SEEB/CE com Contraf-CUT
Última atualização: 11/07/2018 às 10:21:02
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras
 

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha
Código necessário.

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DO CEARÁ
   Rua 24 de Maio 1289 - Centro - Fortaleza - Ceará CEP 60020-001
(85) 3252 4266 / 3226 9194 - bancariosce@bancariosce.org.br
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
  www.igenio.com.br