Temos muitos desafios impostos à classe trabalhadora. Vivemos um momento de mudanças tecnológicas profundas, em que as big techs se tornaram instrumentos de dominação ideológica. E nós precisamos fazer esse enfrentamento.
Existem também outros temas centrais para os trabalhadores, incluindo a categoria bancária, como a reestruturação do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a necessidade de uma reforma tributária progressiva, o fim da escala 6×1 e o debate sobre a escala 4×3.
Um dos grandes desafios da categoria bancária é a saúde dos trabalhadores, as condições de trabalho e o papel social das instituições financeiras, que muitas vezes deixam de cumprir sua função principal.
Também é urgente derrubar as taxas de juros e fortalecer os bancos públicos para o desenvolvimento do país. Defender os bancos públicos é defender nossa soberania. E soberania não se vende. Precisamos proteger nossas instituições, proteger o BB dos ataques, proteger patrimônios da Caixa como o Saúde Caixa e lutar pelo fortalecimento do BNB, o maior banco de microcrédito da América Latina.
Além das pautas da categoria, temos ainda outras muito importantes, como a atuação da extrema direita, o combate ao fascismo e a construção de um Brasil Soberano. É necessária uma vigilância permanente para evitar retrocessos. O Senado será o campo estratégico em disputa nas eleições brasileiras de 2026. O projeto da extrema direita é concentrar as forças no Senado. Porque se tiver maioria ali, a porta estará aberta para os desmandos e retrocessos.
“Precisamos seguir fortalecendo a pauta da reforma tributária, para que quem ganha mais pague mais e quem ganhe menos pague menos ou nem pague. Precisamos lutar pela redução da jornada, pois isso é qualidade de vida. Precisamos lutar pelo uso da IA com responsabilidade social e inclusão da classe trabalhadora nesse processo. Precisamos lutar em defesa da saúde da categoria e por ambientes de trabalho que não adoeçam e precisamos lutar pela defesa da nossa democracia, da nossa soberania, para construirmos um Brasil mais justo e um sistema financeiro mais inclusivo”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, José Eduardo Marinho.
PAUTA DA CLASSE TRABALHADORA
- Redução da jornada e fim da jornada 6×1;
- Valorização das negociações coletivas;
- Ampliar as políticas de geração de trabalho decente;
- Restabelecer a homologação das rescisões no âmbito sindical;
- Atualizar as políticas de saúde e segurança no trabalho;
- Garantir a implementação, por meio das negociações coletivas, da Lei de Igualdade Salarial e Condições de Trabalho;
- Recuperar o poder de compra de aposentados e pensionistas;
- Aprovar o PLC 12/2024 que regulamenta direitos dos trabalhadores por plataformas de transporte;
- Combater a discriminação e desigualdade no mundo do trabalho.






