Bancário não quer só dinheiro. Quer também respeito e felicidade

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Durante 17 dias de luta intensa, os bancários deram uma lição às instituições financeiras em que trabalham sobre tema que banqueiro desconhece: solidariedade. Elemento que fez a força dos trabalhadores.


Os bancários que fizeram a greve construíram um movimento de paralisação consciente, forte, que cresceu apesar da violência policial, do abuso dos interditos proibitórios, dos contingenciamentos impostos pelos bancos. Esses valorosos lutadores multiplicaram-se dia-a-dia vencendo até o assédio moral imposto por alguns gestores. Os bancários foram maiores que isso tudo e conseguiram arrancar dos banqueiros o aumento real que eles não queriam dar, o aumento na regra básica da PLR que eles se recusavam a discutir.


Foi a organização, a mobilização dos trabalhadores, que fez a campanha avançar. A despeito de todas as dificuldades os bancários foram em frente, unidos e conseguiram alterações importantes na proposta que agora vão se somar aos avanços que constam da Convenção Coletiva de Trabalho da qual a categoria tem muito que se orgulhar.


Mas a greve dos bancários foi muito mais que uma luta por reajuste puro e simples. Cada bancário que protestou, parou, e, corajosamente, enfrentou os banqueiros, gritava de peito aberto contra as metas abusivas, contra as condições de trabalho indecentes, contra o ritmo desumano imposto no dia-a-dia.


Os bancários querem trabalhar, mas querem respeito e felicidade. E cada rosto, cada voz dessa greve, gritou, acima de tudo, por dignidade no trabalho. Bancários e agências e concentrações do Unibanco, Bradesco, Itaú, Santander, HSBC, Real, Safra, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil, em todas as regiões da Capital e do Interior estiveram unidos num só objetivo: a luta por dignidade. Este Sindicato quer dizer a toda a categoria que tem orgulho dos seus representados e sabe que o esforço empreendido no sucesso dessa greve foi totalmente reconhecido e recompensado pela força da participação de cada bancário.


A greve acabou, mas, como diz o clichê, “nossa luta continua”, todos os dias, juntos, para construir um futuro melhor, porque nossa meta é a felicidade.