
A manhã desta terça-feira, dia 17/3, foi de protesto dos bancários em Fortaleza por conta do anúncio de fechamento de agências no Bradesco e no Itaú. Apesar dos lucros exorbitantes, os dois bancos seguem fechando unidades por todo o país, demitindo funcionários e precarizando o atendimento à população.
Como parte de um Dia Nacional de Luta que denunciou os impactos da reestruturação do Itaú para o funcionalismo e para a sociedade. Os bancários do Ceará fizeram um protesto em frente a agência shopping Casablanca, na av. Bezerra de Menezes, que vai encerrar suas atividades no dia 18/3.
“É inadmissível que com um lucro superior a R$ 46 bi, o Itaú siga fechando agências, reduzindo postos de trabalho e precarizando o atendimento à população”, destacou o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Alex Citó.
Já o diretor do Sindicato do Sindicato e funcionário do Itaú, Marcos Francelino, convocou a população a pressionar o banco. “Vocês que se aborrecem esperando horas para resolver seus problemas, que são clientes de uma agência hoje e amanhã descobrem que ela não vai mais existir, liguem para o atendimento do banco, reclamem, denunciem nas redes sociais, pois vocês também podem fortalecer nossa luta pelo fim das demissões e do fechamento de agências”, destacou.

Em seguida, os bancários se dirigiram à unidade que vai receber as contas da agência que vai fechar, também na Av. Bezerra de Menezes, que já havia recebido clientes de outra unidade – a ag. Francisco Sá – e estava lotada. Lá também denunciaram a situação caótica e convocaram a população a se somar aos protestos.
Já no Bradesco da Rua Senador Alencar (Bradescão), no centro de Fortaleza, os bancários também criticaram o fechamento de agências e demissões de funcionários. O Bradesco é campeão de fechamento de unidades no interior e na capital, precarizando o atendimento e sobrecarregando os funcionários de outras agências que recebem as contas das unidades que estão fechando.

“Os números evidenciam uma contradição: enquanto o Bradesco amplia a base de clientes e aumenta a lucratividade, vem reduzindo empregos e a presença física nas cidades e bairros periféricos. Precisamos intensificar a nossa mobilização para tentar barrar essa postura do banco”, disse o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Humberto Filho.
“Temos debatido essa questão nas mesas de negociação, mas precisamos nos unir e convocamos a população nesse sentido, de denunciar nas redes sociais seu descontentamento, de acionar os órgãos de defesa do consumidor, as ouvidorias dos bancos, só assim podemos barrar essa onda de fechamento de agências”, concluiu Telmo Nunes, diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco.









