Entre os meses de junho e julho de 2025 foi realizada a Consulta Nacional da categoria bancária, com a participação ampla e qualificada em todo o país, incluindo a base representativa das entidades filiadas à Fetrafi/NE, recorte apresentado durante a 14ª Conferência Regional realizada em Teresina (PI), nos dias 1º, 2 e 3 de agosto.
“Mesmo sem a realização de uma campanha nacional tradicional este ano, a aplicação da Consulta Nacional se fez necessária com o objetivo de traçarmos metas e estratégias para as mesas permanentes de negociação neste segundo semestre”, destacou o presidente da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo.
Na base de sindicatos filiados à Fetrafi/NE, o questionário foi respondido por cerca de 1.700 bancários. Destes, 63% são do sexo masculino e 36,7% do sexo feminino; 84,4% trabalham em agências e 15,6% em departamentos; a maioria tem acima de 50 anos (28,8%) e mais de 16 anos de banco (54,9%); 52,6% se consideram brancos e 41% pardos; os gerentes foram os que mais responderam (36%), seguidos pelos escriturários e técnicos bancários (20%); 83,3% são associados a seus sindicatos.
A maioria das respostas da consulta nacional no Nordeste veio de funcionários do Banco do Brasil (28,9%), seguidos pela Caixa (25,8%), Bradesco (15%), Santander (10,4%) e BNB (10%). Levando em conta os estados, o que mais respondeu foi a Paraíba (31,7%), seguida por Ceará (28,3%), Pernambuco (24,5%), Alagoas (9,2%) e Piauí (6,4%).
De acordo com os bancários do Nordeste, as demandas prioritárias da categoria são ganho real (26%), seguido pela garantia de emprego (20,5%) e PLR (13,1%); 46,5% preferem emprego com carteira assinada em banco público e 46,6% preferem aumento na remuneração fixa como forma de repartir ganhos com tecnologia. Os bancários consideram ainda como conquistas mais valorizadas o ganho real (35,2%), seguido pela PLR (25,4%) e a jornada inferior à CLT (17,3%).
Quanto às condições de trabalho e saúde, a esmagadora maioria, 94,6%, avalia que o ambiente bancário pode gerar impactos negativos; 53,3% têm contrato de 6h, enquanto 46,7% de 8h e 85% não tem nenhum dia remoto (teletrabalho).
Os bancários do Nordeste avaliam ainda que a alimentação é o que mais pesa no orçamento doméstico (27,8%), seguido por gastos com a saúde (15,5%).
Os bancários também apoiam a luta por justiça social e tributária: 80,5% consideram muito importante a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, 85,6% apoiam a taxação dos super-ricos, 91,5% também acham muito importante a elevação da faixa de isenção do IR sobre a PLR e 55,5% percebem desigualdades salariais entre homens e mulheres.
Com relação à política e representação, 72,4% têm uma avaliação negativa do Congresso Nacional. Já a avaliação do governo federal é melhor: 38,5% consideram positiva e 32,6% regular.
Quanto à luta sindical, 94,5% dos bancários filiados à Fetrafi/NE avaliam que os bancários devem contribuir com seus sindicatos, pois todos se beneficiam. Estes apontam como meios preferidos de comunicação sindical os sites oficiais das entidades (28,2%), WhatsApp (25,4%), Instagram (16,7%) e jornal impresso (9,1%).
“O resultado completo da consulta será divulgado durante a 27ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece de 22 a 24/8, em São Paulo. A partir daí vamos traçar nossas estratégias para o segundo semestre, tentando avançar nas conquistas daquilo que a categoria considera mais importante”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, José Eduardo Marinho.






