Bancários fazem Dia Nacional de Luta em defesa do emprego

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Na manhã desta segunda-feira, dia 6/7, os bancários do Ceará participaram de um Dia Nacional de Luta pelo Emprego. A atividade aconteceu em todo o país e fez parte da mobilização da campanha nacional dos bancários 2026. Nesta terça-feira, 7/7, teremos negociação entre o Comando Nacional e a Fenaban para defender o emprego bancário.

A mobilização, que reuniu dirigentes sindicais e bancários de base, aconteceu no Centro de Fortaleza e percorreu unidades de bancos públicos e privados: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Itaú, Santander e Bradesco, denunciando à sociedade a onda de fechamento de agências, demissões, pressões por metas, política de assédio e precarização do atendimento.

Em 2025, os lucros dos cinco maiores bancos do país, junto ao resultado convertido em R$ do Nubank, totalizaram R$ 140,7 bilhões. Somente os três privados, juntos (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander), lucraram R$ 87,1 bilhões, com alta de 16,9%. Mas a contrapartida que os bancos oferecem à categoria e à sociedade é fechamento de agências, superlotação, demissões, pressão por metas, assédio moral.

Em 2025, foram fechadas 1.345 agências pelos cinco bancos (o Nubank não possui agência física). Em doze meses, as holdings do BB e dos três grandes bancos privados fecharam 12.815 postos de trabalho. A Caixa abriu 1.087 postos de trabalho no ano e o BNB convocou todo o cadastro de reserva do concurso vigente (510 funcionários).

A redução do número de agências e dos postos de trabalho prejudica a todos: bancários e sociedade. O número reduzido de funcionários aumenta a sobrecarga de trabalho, já que os bancários passam a absorver as carteiras de clientes das unidades encerradas. A população perde acesso ao atendimento presencial, especialmente idosos, pessoas com menor familiaridade com tecnologias digitais e moradores de localidades mais afastadas. O comércio local também sofre com a redução da circulação de pessoas e da atividade econômica gerada pelas agências.

Entre as reivindicações relacionadas ao emprego que a categoria irá levar para a mesa de negociações com a Fenaban estão:

– Garantia de emprego: proibição de demissões em massa e fim da rotatividade injustificada.
– Proteção nas reestruturações: mudanças por fusões ou tecnologia devem ser negociadas antes com o movimento sindical.
– Fim da terceirização: quem faz atividade bancária deve ser reconhecido como bancário, com todos os direitos da categoria.
– Tecnologia com proteção: criação de comissão para acompanhar a automação e impedir vigilância abusiva.
– Agências digitais também são bancos: direitos iguais e jornada regulada para quem trabalha em escritórios digitais.
– Mais contratações: número adequado de funcionários para reduzir filas, a sobrecarga e o estresse.
– Qualificação e inclusão: incentivo à formação de mulheres na TI e processos seletivos sem preconceito de raça, gênero ou idade.

A proteção do emprego bancário e a ampliação de vagas e agências é uma das maneiras DE OS BANCOS REVERTEREM OS GANHOS de produtividade adquiridos com as NOVAS TECNOLOGIAIS com os trabalhadores e com a população.

Os bancos têm plenas condições de atender às reivindicações da categoria. O sistema financeiro continua alcançando lucros exorbitantes ano após ano. Esses resultados demonstram que há margem econômica para valorizar a categoria, garantir os empregos, ampliar as contratações e interromper a onda de fechamento de agências. Em vez de transferir os ganhos da alta lucratividade apenas aos acionistas, os bancos devem assumir sua responsabilidade social, assegurando atendimento de qualidade à população e condições dignas de trabalho aos bancários.

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