Caixa anuncia mudanças no estatuto, mas mantém teto de 6,5% no plano de saúde

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A Caixa anunciou, no início de maio, a nova versão do seu Estatuto Social. Apesar das cobranças e reivindicações, o banco manteve no texto o limitador de 6,5% da folha de pagamento para o custeio do Saúde Caixa – um limite imposto desde 2017, na alteração estatutária promovida na gestão de Gilberto Occhi, no governo de Michel Temer, e que, desde então, tem elevado o custo para os empregados ativos e aposentados.

A decisão de manter o limitador ignora uma das principais cobranças dos empregados, que há anos lutam pela retirada do teto de 6,5% da folha de pagamento para custear o plano de saúde dos empregados.

A manutenção do teto para o custeio do plano demonstra a falta de empenho da Caixa e, consequentemente, o descaso com os empregados. Não adianta falar em governança e responsabilidade social se o banco insiste em manter um teto que desmonta um dos maiores patrimônios dos empregados. Isso revela uma escolha de proteger interesses financeiros em vez de garantir saúde com justiça.

Ao manter essa trava, a Caixa escancara sua falta de cuidado com a saúde dos seus empregados, fragilizando o modelo solidário que sustentou o Saúde Caixa por décadas. O Sindicato dos Bancários do Ceará seguirá cobrando a revogação do teto e defendendo um modelo de custeio que respeite os princípios do Saúde Caixa: solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional.

“A Caixa perdeu uma grande chance de corrigir um erro histórico. Manter esse limitador é insistir em um modelo injusto, que empurra cada vez mais custos para os empregados. Vamos continuar firmes na luta contra o teto e pela aplicação da proporção 70/30, sem condicionantes”, destacou o diretor da Fenae e do Sindicato, Marcos Saraiva.

Mulheres na direção

O novo Estatuto estabelece uma conquista da representação dos empregados na campanha salarial – ao menos 30% dos cargos de direção do banco devem ser ocupados por mulheres. Com essa conquista dos empregados, a Caixa marca mais um avanço na política de inclusão do banco. Durante a apresentação do novo Estatuto, a Caixa também lançou no Programa de Enfrentamento ao Assédio Sexual, que prevê ações permanentes de conscientização e combate à violência de gênero no ambiente de trabalho.

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