Com 65,88% dos votos, bancários do Ceará aprovam CCT para bancos privados

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Os bancários do Ceará aprovaram a proposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancos privados. Na assembleia realizada nos dias 3 e 4/9, 4.717 bancários participaram das votações: na votação dos privados, 65,88% votaram SIM, 32,32% NÃO e 1,8% se abstiveram.

O Sindicato dos Bancários do Ceará orientou a aprovação da proposta negociada pelo Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban.

Com a decisão da assembleia, o processo segue agora para a formalização do acordo. A nova CCT será assinada no dia 9/9, em São Paulo.

Após um mês e meio de exaustivas negociações, o Comando Nacional dos Bancários conseguiu derrotar a tentativa dos bancos de impor reajuste abaixo da inflação, que resultaria em perdas reais aos bancários, nos salários e em todas as verbas. A categoria garantiu a reposição total da inflação (INPC) mais aumento real de 0,6% para 2026 e 2027. O reajuste será aplicado não só aos salários, como também nas demais verbas, incluindo vales alimentação (VA), refeição (VR), auxílio creche/babá e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), tanto na regra básica quanto na parcela adicional.

Uma das batalhas desta negociação, com muita participação da categoria, foi para manter a mesa única, constantemente atacada pela Fenaban.

Além do avanço nas cláusulas econômicas, a categoria avançou em cláusulas relacionadas à:

– Saúde mental: Participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais, da nova Norma Regulamentadora nº 1 (RN-1), com objetivo de reduzir o adoecimento mental na categoria.
– Combate ao assédio: O banco disponibilizará o canal de combate ao assédio moral e sexual (e conquistado da Campanha Nacional de 2024) para receber também denúncias sobre atos praticados por clientes contra os funcionários.
– Monitoramento digital: Transparência e limites à vigilância a partir de ferramentas de monitoramento digital no trabalho, direito à feedback e gestão humana, com o objetivo da gestão ética da tecnologia, para proteção aos bancários.
– Direito à desconexão: Para que bancários e bancárias tenham seu tempo fora da jornada de trabalho respeitado, por exemplo, não sendo obrigados a atender ou responder mensagens fora da jornada de trabalho, seja de clientes, seja de gestores.
– Paralisação do dia 20 de agosto: A Fenaban garantiu abono do dia de paralisação para as bases que aprovarem as propostas nas assembleias.

Programa de indenização, qualificação e recolocação no mercado de trabalho

Foram acordadas duas medidas, em casos de bancários demitidos devido ao fechamento de agências. A primeira é a contratação da Gi Group, consultoria internacional, que irá elaborar planos para cada trabalhador, com diagnósticos, entrevistas e planos de qualificação e recolocação individualizados. Os trabalhadores terão ainda acesso a uma plataforma de cursos para requalificação, sendo cadastrados em um banco de talentos, com empresas de todo o Brasil. Assim a consultoria irá conectar trabalhadores a empresas, conforme as suas competências. A segunda medida é o aumento da indenização adicional, além do já previsto na CCT.

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