Congresso dos funcionários do BB define plano de lutas para 2021

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Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram o plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos no encerramento do seu 32º Congresso Nacional, realizado nos dias 6 e 8/8, através da plataforma Zoom. Realização de seminários sobre a Cassi específicos sobre saúde e outro sobre previdência estão entre os destaques. Mas, também as resoluções sobre a unidade dos empregados na defesa do BB e dos demais bancos e empresas públicas, como os Correios, que estão sob ataque do governo Bolsonaro.

Saúde e previdência

O coordenador da CEBB, João Fukunaga, ressaltou a importância da aprovação sobre a realização de seminários sobre saúde e previdência. “É importante refletirmos sobre a Cassi e os plano de saúde e de previdência dos funcionários, que são muito afetados pelos ataques que estão sendo promovidos pelo governo federal, mas também pelas resoluções 23 e 25 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União)”, destacou. “Agora, é mobilizar os funcionários para a luta da categoria”, concluiu.

O BB que queremos para o futuro do Brasil

No terceiro painel do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), os palestrantes contribuíram com as reflexões sobre “O BB que queremos para o futuro do Brasil”. Para o ex-funcionário do BB e ex-dirigente SEEB/SP, Carlos Augusto Vidotto, propôs trabalhar com uma ampla aliança municipalista. “Temos que defender a existência de uma agência bancária em cada município. Isso atende a demanda de diferentes segmentos da sociedade e de linhas políticas, nos dá a possibilidade de, se não determos o processo, podemos atenuar os efeitos da tecnologia sobre o fechamento de agência e de fechamento de postos de trabalho”. De acordo com ele, ao pensarmos o BB do futuro devemos evitar atribuir ao BB a capacidade de extrapolar as políticas econômicas. “A capacidade dos bancos públicos federais e do BB de tomar medidas que possam estimular a retomada econômica não pode ser subestimado”, disse.

Fora Bolsonaro para termos o Brasil que queremos

Queremos um banco que seja instrumento para reduzir ou acabar com a desigualdade social, um banco voltado para as necessidades do povo que mais precisa, crédito com juros baixos beneficiando os pequenos produtores e não as grandes empresas, como é hoje, um banco que responda as necessidades da classe trabalhadora, que não trate os seus próprios trabalhadores como números. Esse é o Banco do Brasil que nós queremos.

Os delegados também debateram e defenderam a atuação do BB voltada para o desenvolvimento nacional, política de diversidade no BB, igualdade de gênero e a construção de um BB realmente do Brasil.

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