No último dia 22/7, os empregados da Caixa Econômica Federal participaram de mais um dia nacional de luta em defesa do Saúde Caixa, uma das maiores conquistas das empregadas e empregados da Caixa. Em Fortaleza, a atividade aconteceu durante toda a manhã, no Edifício Sede do banco.
Atualmente, o valor das mensalidades, somado aos problemas na rede credenciada, tem colocado esta grande conquista em risco. O Saúde Caixa sempre foi sustentado por um modelo justo e solidário, mas está sob ataque. Nos últimos anos, a direção da empresa tenta, de forma sistemática, transferir cada vez mais custos para os empregados. E usa como justificativa o limite de 6,5% da folha para custear o plano, que ela própria impôs em seu Estatuto para limitar, acredite, sua participação na saúde dos seus trabalhadores.
A inflação médica cresce muito acima dos salários. Consulta, exame, cirurgia, internação: tudo encareceu. E o modelo de custeio 70/30 passou a ficar desequilibrado justamente em razão do teto de 6,5% da folha de pagamento para sua parte no custeio. Ou seja, mesmo que 70% seja obrigação da Caixa, quando o valor atinge esse limite, ela simplesmente para de contribuir.
A representação dos empregados reivindica reajuste zero nas mensalidades do Saúde Caixa; fim do teto de gastos da Caixa com a saúde dos empregados; manutenção dos princípios do plano; melhoria da rede credenciada; e a extensão do direito de manutenção do plano pós-emprego para contratados após 2018 estão entre as pautas apresentadas.
Essa é uma luta que o Sindicato não pode lutar sozinho. Precisamos da mobilização de todos os empregados para defender um dos nossos maiores patrimônios que é o Saúde Caixa. Por isso, participem das lives, das campanhas, das hastags (#reajustezero, todo dia 20 de cada mês no X e demais redes sociais), das mobilizações do Sindicato, porque isso mostra a nossa força à direção da Caixa e nos fortalece nas mesas de negociação. Os dirigentes do Sindicato destacaram ainda a luta para derrubar o teto de 6,5% e a extensão do Saúde Caixa após a aposentadoria para os admitidos pós-2018.
O QUE QUEREMOS PARA O SAÚDE CAIXA
- Reajuste zero no Saúde Caixa;
- Melhoria na rede credenciada;
- Direito ao plano pós-aposentadoria para todos;
- Descentralização do atendimento aos participantes e prestadores de serviços.
“A nossa luta é pelo reajuste zero e pelo fim do teto de 6.5%. Se agora os empregados já estão sufocados com os custos, um reajuste inviabilizaria a permanência da maioria dos usuários no plano. Hoje, não há outra solução para o Saúde Caixa que não passe pelo aumento das contribuições do banco. E a Caixa deve extinguir urgente o teto que ela própria inseriu no seu Estatuto”, destaca o diretor do Sindicato e da Fenae, Marcos Saraiva






