Dia Nacional de Luta no Itaú cobra respeito e fim das demissões

142

O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou uma manifestação no Itaú da Rua Major Facundo, no Centro de Fortaleza, para denunciar à população a postura do banco em precarizar o atendimento e as condições de trabalho. O ato fez parte de um Dia Nacional de Luta, nesta quarta-feira, dia 17/9.

Os dirigentes expuseram a situação de apreensão que toma conta dos funcionários do banco, que vivem constantemente num ambiente de caos, temor, assédio e ameaça de demissão. O que presenciamos foi uma agência superlotada, diante do fechamento de três unidades em Fortaleza, com funcionários lutando para dar conta da demanda e com medo de serem as próximas vítimas.

Mesmo atingindo uma lucratividade astronômica, R$ 22,6 bilhões apenas no 1º semestre de 2025, o Itaú segue fechando agências e demitindo em massa. No Ceará, recentemente, foram 45 demissões num só dia, o que corresponde a 10% do quadro de funcionários no Estado. Em São Paulo foram mil demissões, atingindo a área do teletrabalho.

Em reunião com a Comissão de Empresa dos Empregados (COE) Itaú, o banco se negou a suspender as demissões, afirmando desvio de conduta dos funcionários. A COE contestou a versão, lembrando que os bancários demitidos não tiveram direito de defesa, não receberam feedbacks e sequer tinham conhecimento sobre o monitoramento a que eram submetidos. Muitos, inclusive os demitidos no Ceará, chegaram a receber prêmios por suas performances.

Para o movimento sindical, os desligamentos “não fazem nenhum sentido”, e o que se conclui é que o banco está, na verdade, promovendo cortes de postos de trabalho e utilizando justificativas inconsistentes para isso.

O Sindicato dos Bancários do Ceará denunciou ao Ministério Público do Trabalho a demissão em massa que aconteceu no mês de junho, portanto antes das demissões de São Paulo. O caso segue em segredo de justiça e o Sindicato está acompanhado de perto o andamento do processo.

Segundo os dirigentes, os trabalhadores que permaneceram no banco estão abalados e com medo, diante de um clima de terror instalado na instituição. A COE também alertou para a necessidade de debater o modelo de monitoramento digital adotado pelo Itaú, que invade a privacidade dos empregados e pode ferir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here