
O Sindicato dos Bancários do Ceará esteve na manhã desta terça-feira, dia 4/11, na agência do Santander da Av. 13 de Maio, em Fortaleza, participando de um Dia Nacional de Luta em defesa dos trabalhadores e dos clientes.
Os dirigentes sindicais denunciaram as práticas desrespeitosas e abusivas do grupo Santander no Brasil. O banco tem aprofundado um modelo de gestão baseado na precarização e na terceirização, utilizando dezenas de empresas para fraudar os vínculos empregatícios, reduzir direitos e enfraquecer a organização sindical.
Enquanto o banco lucrou R$ 11,5 bilhões em apenas nove meses de 2025, o Santander segue fechando agências, sobrecarregando os trabalhadores, impondo metas abusivas e condições de trabalho desumanas.
Além da precarização das condições de trabalho, o fechamento de unidades dificulta o acesso da população a um atendimento humanizado, prejudicando clientes, usuários e o comércio local. Os clientes pagam valores altos por pacotes de serviços, mas não têm recebido atendimento à altura, sendo empurrados para o autoatendimento, enquanto os poucos funcionários que restam no banco estão sobrecarregados e adoecendo.

Durante a manifestação, o Sindicato cobrou o fim do fechamento de agências e das terceirizações fraudulentas; a valorização dos trabalhadores e a contratação direta; respeito à saúde e às condições de trabalho, além de mais agências e atendimento presencial de qualidade.
“É importante destacar que o Santander, assim como todos os bancos, atua por uma concessão pública e, portanto, tem deveres com a população. Não vamos aceitar um banco que trata o Brasil apenas como fonte de lucro”, destacou o diretor do Sindicato e funcionário do Santander, Clécio Morse.
“Fechar agências e demitir bancários sem ao menos abrir diálogo com a representação da categoria (Sindicato) é uma falta de respeito e irresponsabilidade por parte do Santander”, finalizou o secretário de Saúde do Sindicato e funcionário do Santander, Eugênio Silva.




Fonte: Bancários CE









