Funcionários do Bradesco fazem Dia Nacional de Luta contra demissões e fechamento de agências

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Nesta terça-feira, dia 12/8, os funcionários do Bradesco em todo o País realizaram um dia nacional de luta cobrando o fim das demissões e o desmonte das unidades. Em Fortaleza, a manifestação aconteceu na agência Aldeota, na Av. Santos Dumont.

O Bradesco encerrou o primeiro semestre de 2025 com um Lucro Líquido Recorrente de R$ 11,931 bilhões, resultado que representa um crescimento de 33,7% em relação ao mesmo período de 2024. Mesmo com os resultados expressivos, o Bradesco segue promovendo cortes de pessoal e de unidades físicas de atendimento, o que afeta negativamente tanto os trabalhadores quanto os clientes. Em junho de 2025, o banco tinha 82.147 funcionários em sua holding, sendo 70.724 no Banco Bradesco, o que representa uma redução de 2.564 postos de trabalho em doze meses — 1.218 deles apenas no último trimestre.

O número de agências também caiu significativamente: foram fechadas 342 agências, 1.067 postos de atendimento (PA e PAE) e 127 unidades de negócios em doze meses. Em junho de 2025, o banco contava com 2.168 agências, 2.376 postos de atendimento e 682 unidades de negócios. A justificativa apresentada pelo banco em seu relatório foi a de que os cortes seguem “em linha com a estratégia de otimização do custo de servir”, ao mesmo tempo em que afirma estar reforçando equipes de tecnologia, operações e negócios.

“Estamos aqui nesse dia nacional de luta denunciando à população o que está acontecendo no Bradesco, uma total irresponsabilidade social com os empregos, com os pais de família e com a população. Somente em Fortaleza já foram fechadas mais de 10 agências e quando uma unidade de atendimento dessas é fechada, todo o entorno fica prejudicado: comércio local, sociedade, todo mundo sai perdendo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, José Eduardo Marinho.

As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias aumentaram 5,3%, totalizando R$ 15 bilhões. Já as despesas com pessoal, considerando o pagamento da PLR, cresceram 9%, somando quase R$ 13 bilhões. Com isso, o banco cobriu 115,8% das despesas de pessoal com as receitas secundárias.

“Já foram mais de 60 unidades fechadas no Estado, principalmente no interior, e isso torna a vida da população muito mais difícil. É um absurdo que um banco que lucra tanto tenha tão pouca responsabilidade social”, ressalta o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Humberto Filho.

“O que nós queremos é mais agência e mais bancários para atender à população e com os sucessivos lucros que o Bradesco apresenta isso é totalmente viável. Agora a postura do banco é de precarizar o atendimento e as condições de trabalho. Temos lutado para conversar com a Regional do Bradesco para debater essa postura de desmonte”, destacou o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Telmo Nunes.

Fonte: Bancários CE

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