Sindicato condena projeto de lei que retira portas giratórias das agências bancárias
O Sindicato dos Bancários do Ceará condena projeto de lei aprovada na Câmara Municipal de Fortaleza que prevê a retirada de portas giratórias das agências bancárias do município. O projeto (PL 235/2023, de autoria do vereador Pedro Matos, do Avante), altera trechos do Estatuto Municipal de Segurança Bancária, uma proposição do Sindicato, que foi sancionado em 2012, pela então prefeita Luizianne Lins (PT).
“Nós não fomos sequer procurados, por nenhum parlamentar, para debater esse projeto que, na nossa opinião, é um retrocesso na lei, pois retira um importante instrumento de segurança bancária expondo bancários e clientes. É importante lembrarmos que essa foi uma luta do Sindicato dos Bancários, de toda a categoria, e que sua implantação fez com que retrocedesse significativamente os índices de ataques a bancos no município”, destacou o presidente da Fetrafi/NE e atual secretário de imprensa do Sindicato, Carlos Eduardo, que na época da sanção do projeto era o presidente da entidade. “Esse é um imenso retrocesso, sem conhecimento do trâmite, sem nenhum questionamento parlamentar, sem audiência pública, protegendo interesse patronal dos bancos e desprotegendo população e bancários”, destacou Carlos Eduardo.
Segundo o autor do PL, o vereador Pedro Matos, o projeto visa “modernizar” o sistema financeiro, sobretudo nas chamadas “agências de negócio”. Além disso, ele justifica no projeto que as portas giratórias dificultariam a saída de bancários e clientes em casos de incêndio ou outros incidentes dentro das unidades.
“Essa justificativa não se sustenta, pois já existem saídas alternativas nas agências, as chamadas ‘portas laterais’, que no dia a dia são utilizadas para a entrada e saída de cadeirantes e outras pessoas com dificuldades de locomoção e por quem possui marcapasso. Essas portas laterais são utilizadas também em casos de incidentes nas agências, para evacuação das pessoas. Além disso, queremos deixar claro que as portas giratórias salvam vidas, na medida em que coíbem a ação de criminosos, basta ver como caíram os índices de violência nos bancos nos últimos anos”, rebateu o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, José Eduardo Marinho.
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Trabalhadores entregam reivindicações aos bancos


O Comando Nacional dos Bancários, que representa as trabalhadoras e os trabalhadores da categoria, entregou, na terça-feira (18/6), a minuta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O documento servirá de base à Campanha Nacional de 2024, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
Também no mesmo dia, os representantes dos trabalhadores na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa entregaram, aos respectivos bancos, as minutas de reivindicações para a renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos.
A minuta entregue à Fenaban seguiu uma série de processos até sua conclusão, passando por conferências regionais e estaduais, foi elaborada com base na Consulta Nacional dos Bancários, que ouviu mais de 46 mil bancários. O documento foi ainda submetido à aprovação na 26ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e em assembleias realizadas em todo o país, com aprovação de mais de 95% dos votantes.
Funcionários do Itaú entregam pauta específica de reivindicações no dia 25/6
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) vai entregar a minuta específica de reivindicações ao Itaú na próxima terça-feira (25/6). O documento servirá de base para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do banco. Os pontos foram definidos no Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú, realizado na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, no dia 6 de junho.
Os principais pontos da pauta são emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho, plano de saúde, remuneração, previdência, segurança bancária e diversidade. “Temos muitos desafios pela frente. As mudanças no setor financeiro e o avanço da tecnologia e IA são inevitáveis e esperamos construir saídas para a manutenção dos empregos e a garantia de direitos aos bancários”, afirmou uma das coordenadoras da COE, Valeska Pincovai.
“A gente espera manter nosso canal de negociação com o banco, que apesar de lento, já trouxe alguns avanços. É um canal que a gente quer sempre manter aberto, para conseguir dialogar, reivindicar junto ao banco uma série de problemas que a gente sabe que ocorre na base”, completou a outra coordenadora da COE, Maria Izabel Menezes.
Sindicato denuncia cenário de insegurança nas agências do município de Madalena
Em visita ao município de Madalena, o Sindicato dos Bancários do Ceará (representado pelos diretores da entidade, Bosco Mota e Leandro Medeiros) constatou um cenário de insegurança nas unidades bancárias da cidade.
O PAA do Bradesco simplesmente não tem câmeras de vigilância, o que tem causado apreensão de funcionários e clientes, pois já ocorreram no passado assaltos à unidade e até caso de sequestro. O Sindicato vem cobrando, há mais de um ano, mais segurança na agência, mas o Bradesco, na contramão da segurança, não toma nenhuma providência.
No Banco do Brasil do município, a situação da falta de segurança também se repete, com a retirada dos vigilantes do local, o que também causa apreensão em funcionários e clientes. Além disso, a unidade tem sérios problemas estruturais, com parte do teto interno da área de atendimento danificada, ar condicionado quebrado e precisando de consertos urgentes do telhado.
“O problema da segurança não acontece não só na unidade de Madalena e parece ser uma tendência no BB, já que o banco vem retirando os vigilantes em várias agências do Estado. Vamos denunciar essa falha de segurança nos fóruns devidos. Quanto à situação do Bradesco, nós vamos novamente cobrar a Regional do banco para ter mais responsabilidade social com a população e com seus funcionários. Não vamos admitir que os bancos, inclusive os públicos, com tanto lucro, comecem a andar na contramão da segurança, expondo clientes e bancários ao perigo”, disse o diretor do Sindicato, Bosco Mota.
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