
Neste domingo, dia 7/12, na Praia de Iracema, as mulheres cearenses se reuniram para protestar contra a violência de gênero, pela vida das mulheres e contra o feminicídio.
Em resposta à escalada brutal da violência de gênero no Brasil, o movimento Levante Mulheres Vivas convocou atos simultâneos em diversas cidades do país. O objetivo foi ocupar as ruas, preferencialmente vestidas de roxo, portando faixas e cartazes, para pedir justiça e exigir a efetivação das políticas de proteção às mulheres.
As bancárias, através da Secretaria de Igualdade e Diversidade do Sindicato dos Bancários do Ceará e do Comitê de Mulheres Bancárias Ana Dantas, estiveram presentes na manifestação, que reuniu homens e mulheres da categoria na defesa da vida das mulheres.

“O Ato Mulheres Vivas realizado neste domingo, na Praia de Iracema, foi simplesmente lindo. Um momento de força, união e propósito. Parabéns a todas as mulheres envolvidas, pela coragem de conduzir um movimento tão necessário. Que sigamos vivas, unidas e sempre na luta!”, destacou a secretária de Igualdade e Diversidade do Sindicato, Francileuda Pinheiro.
Os alarmantes números de feminicídio em 2025 revelam uma tragédia contínua no Brasil, exigindo que o tema da violência contra a mulher seja tratado com a máxima urgência. O país já ultrapassou mil feminicídios registrados apenas neste ano, enquanto mais de 2,7 mil mulheres sobreviveram a tentativas de assassinato entre janeiro e setembro, uma estatística que, por si só, revela o tamanho da violência cotidiana enfrentada pelas mulheres brasileiras.
A sucessão de casos durante os 21 Dias de Ativismo provocou reações de movimentos feministas, instituições e lideranças políticas. Em meio ao aumento dos feminicídios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento firme em Pernambuco, direcionado especialmente aos homens. Lula pediu uma mudança de postura masculina e defendeu a criação de “um grande movimento nacional contra os animais que batem e maltratam as mulheres”.












