Reajuste dos bancários movimenta a economia brasileira

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulou alta de 5,05% nos últimos 12 meses, concluídos em agosto, segundo dados oficiais divulgados dia 10/9 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, mais os 0,6% de ganho real conquistados pela categoria na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2024/2026), os bancários terão reajuste de 5,68% sobre o salário e todas as demais verbas, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-refeição e vale-alimentação.

Em agosto de 2024, a categoria obteve a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida até agosto de 2026, que garantiu aumento acima da inflação para os salários e verbas para os dois anos vigentes do acordo. No ano passado, o reajuste conquistado pela categoria foi de 4,64%, que representou ganho real de 0,9% para aquele momento.

As negociações coletivas da categoria bancária se destacam por sua relevância e abrangência, uma vez que envolvem 245 entidades sindicais, beneficiam diretamente 432.886 trabalhadores e impactam a economia em R$ 88,5 bilhões. A remuneração média dos bancários (R$ 11.151,00) é 3x superior à média nacional (R$ 3.349,00), segundo o RAIS 2023 (Relação Anual de Informações Sociais). Um total de R$ 52 bilhões serão injetados na economia em dois anos.

Além disso, os bancários recebem, ao longo do ano, R$ 25.172,76 correspondente ao auxílio-alimentação e refeição e para quem tiver filhos até 71 meses de idade ou filhos com deficiência (sem limite de idade), o benefício (auxílio creche e auxílio filho PCD) anual é de R$ 8.365,68.

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