
O Sindicato dos Bancários do Ceará participou, na última segunda-feira (29/7), de uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Varjota para debater o fechamento da agência do Bradesco no município, previsto para acontecer em setembro deste ano. A atividade reuniu representantes do Legislativo e do Executivo municipais, entidades da sociedade civil, comerciantes, bancários e moradores, que manifestaram preocupação com os prejuízos que a decisão trará para a população e para a economia local.
Representando o Sindicato dos Bancários do Ceará, participaram da audiência os dirigentes sindicais Mateus Neto, Bebeto Félix, Marcos Francelino e Humberto Simão, que reafirmaram o compromisso da entidade com a defesa do emprego bancário, da manutenção das agências e do acesso da população aos serviços financeiros presenciais.
Durante a audiência destacou-se que o fechamento da unidade obrigará milhares de clientes a se deslocarem para cidades vizinhas para realizar operações bancárias presenciais, situação que afetará principalmente idosos, aposentados, pensionistas, beneficiários de programas sociais, pequenos comerciantes, produtores rurais e pessoas que enfrentam dificuldades no acesso aos canais digitais.
Além dos transtornos para os clientes, os participantes chamaram atenção para os impactos econômicos. Com a retirada da agência, parte significativa da movimentação financeira do município tende a migrar para outras cidades, reduzindo a circulação de recursos no comércio local e prejudicando diversos setores da economia da cidade de Varjota.
Em sua participação na audiência, o diretor do Sindicato e funcionário do Bradesco, Humberto Simão, condenou a política adotada pela instituição financeira de fechar agências, mesmo registrando resultados bilionários.
“O Bradesco segue ampliando seus lucros ano após ano, mas insiste em fechar agências, eliminar postos de trabalho e dificultar o acesso da população aos serviços bancários. Essa lógica coloca o lucro acima das pessoas. A agência de Varjota presta um serviço essencial não apenas para o município, mas para toda a região, atendendo trabalhadores, aposentados, comerciantes, produtores rurais e clientes de cidades vizinhas. Fechar essa unidade significa enfraquecer a economia local, aumentar as dificuldades da população e retirar um serviço fundamental de quem mais precisa”, afirmou Humberto Simão.
O Sindicato reforçou que o encerramento das atividades da agência faz parte de uma política nacional de redução da rede física de atendimento dos bancos privados, que priorizam a maximização dos lucros em detrimento da qualidade do atendimento, dos empregos bancários e do desenvolvimento dos municípios. Mesmo apresentando resultados bilionários, instituições como o Bradesco seguem reduzindo postos de trabalho, encerrando unidades e precarizando o atendimento presencial à população.
A entidade também lembrou que essa realidade não é exclusiva de Varjota. O fechamento de agências bancárias tem ocorrido em diversos municípios cearenses e em todo o país, levando entidades representativas dos trabalhadores, parlamentares e movimentos sociais a promoverem audiências públicas e outras mobilizações em defesa da manutenção dos serviços bancários presenciais.
Ao longo da audiência, vereadores, lideranças políticas e representantes da sociedade defenderam a união de esforços para tentar reverter a decisão do banco, cobrando diálogo com a instituição financeira e a adoção de medidas que garantam a continuidade do atendimento à população.
Para o Sindicato dos Bancários do Ceará, o acesso aos serviços bancários é uma questão de interesse público. Os bancos exercem atividade essencial para a sociedade e não podem desconsiderar a realidade dos municípios do interior, onde a agência bancária representa um importante instrumento de inclusão financeira, desenvolvimento econômico e atendimento à população.
A participação na audiência em Varjota reforça o compromisso do Sindicato em seguir mobilizado contra o fechamento de agências e em defesa dos empregos bancários, do atendimento presencial de qualidade e do direito da população de ter acesso aos serviços financeiros em seu próprio município.









