Sindicato realiza curso de formação crítica sobre a NR-1

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Aconteceu nesta sexta-feira, 10/4, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, o Curso de Formação para Dirigentes Sindicais sobre a NR-1: Saúde Psíquica no Ambiente de Trabalho, ministrado pela advogada trabalhista e professora, Ana Virginia Porto. O evento reuniu dirigentes sindicais de base e delegados sindicais.

Na abertura, o presidente do Sindicato dos Bancários, José Eduardo Marinho, destacou a importância de os trabalhadores tomarem conhecimento do que é a NR-1, para se inserir nesse debate. “Os riscos que podem ser apontados na NR1 são bastante importantes e tem algumas responsabilizações e os sindicatos vão ter um papel muito importante na hora da fiscalização do cumprimento da NR-1”, disse.

Agora, com essa norma, a empresa precisa avaliar, controlar e registrar riscos relacionados à saúde mental, estresse ocupacional, assédio moral, pressão excessiva e conflitos interpessoais. Isso está relacionado à forma como o trabalho é concebido, organizado e gerido, o que pode afetar a saúde mental física e social dos trabalhadores. Segundo o Ministério do Trabalho, esses fatores devem ser identificados, avaliados e documentados.
A dra. Ana Virgínia Porto fez um breve histórico sobre como começou a luta dos trabalhadores e a importância da inserção do Direito do Trabalho nesse processo.

“Não podemos normalizar o fato de o bancário acordar e pensar: meu Deus, mais um dia naquela agência. Isso ocorre porque o meio ambiente psíquico é poluído, porque as relações interpessoais são um lixo, porque o sentimento, a energia daquele local é tóxica como uma fumaça. O movimento sindical tem que tomar posse desse debate porque os sindicatos precisam entender a linguagem da dignidade humana”, analisa.

Durante o curso, dra. Virgínia abordou o conceito do que é a NR-1 e seu campo de atuação, abordando as disposições gerais sobre segurança no trabalho e gestão humanizada na NR-1. Falou ainda saúde mental no trabalho, as responsabilidades das empresas na promoção da saúde psíquica, destacando o papel dos sindicatos na prevenção de conflitos e adoecimento e a implementação de ações práticas, como elaboração de programas de qualidade de vida, canais de denúncia e suporte psicológico e adaptação de rotinas e ambientes para reduzir pressões excessivas.

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