
O VIII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro destacou a luta contra o racismo e o combate a todas as formas de discriminação, a promoção de formação para qualificação da população negra e políticas afirmativas de inclusão como algumas das principais maneiras para reduzir as desigualdades raciais no mercado de trabalho e na sociedade.
Os participantes do Fórum aprovaram a Carta de Fortaleza, com compromissos que englobam o combate a todo e qualquer tipo de discriminação com ações diretas para inserir a questão racial na pauta dos trabalhadores bancários.
Como ações, os participantes aprovaram a realização de formação temática racial, realizações de atividades nas datas pertinentes à questão racial, Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, criação de coletivos de combate ao racismo nos sindicatos e federações, qualificação com foco nos trabalhadores negros, promoção de saúde da população negra, entre outros encaminhamentos.
Os representantes dos sindicatos e federações presentes ao evento também destacaram ações proativas que realizam nas suas entidades para promover o debate contra as desigualdades e combater o racismo, tais como: a luta pela contratação de pessoas negras nos quadros dos bancos; canais de denúncia contra o racismo nas agências; cartilhas de combate ao racismo; ações junto aos quilombolas, com apoio jurídico dos sindicatos; cine de combate ao racismo, entre outras ações.
Políticas de inclusão do negro no mercado de trabalho

Na abertura do segundo dia do VIII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará, nesta sexta-feira, dia 7/11, o professor e economista Rodrigo Monteiro falou sobre o sistema financeiro brasileiro como política de inclusão dos negros no mercado de trabalho e a redução das desigualdades sociais.
O professor Rodrigo iniciou enfatizando a importância das políticas afirmativas de inclusão. “Mas é importante destacar que essas ações não vêm de graça, é preciso muita mobilização e luta para conquistá-las”.
Ele destacou ainda os principais mitos sobre a contratação de negros no sistema financeiro, como a falsa ideia de neutralidade e igualdade; resistência às ações afirmativas; falta de qualificação e o antagonismo entre meritocracia e diversidade/inclusão.
Outro ponto apontado pelo professor Rodrigo Monteiro abordou a inteligência artificial no sistema financeiro que, acima de tudo, ameaça o emprego bancário. “A IA oferece serviços personalizados e imediatos, mas também risco cibernético e de fraude, além de ameaçar nossos empregos. Mas é importante ressaltar que quem operacionaliza a IA é o ser humano”, finalizou.
Principais encaminhamentos do Fórum
– Promover o debate racial nas agências;
– Formação constante contra o racismo;
– Criação de um protocolo antirracista;
– Fundo para custear a participação de dirigentes em atividades da questão racial e elaboração de atividades sobre o tema;
– Realização de fóruns locais de combate ao racismo;
– Calendário de datas importantes pertinentes à luta do povo negro com promoção de atividades nessas datas;
– Realização de reuniões virtuais de mobilização e organização com frequência periódica;
– Reforçar as ações de formação sobre a questão racial;
– Formação voltada para a juventude negra.









