1994 – Plano Real frustra bancários

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Em 1994, o governo Itamar Franco, cujo Ministro da Fazenda era Fernando Henrique Cardoso, cria o Plano Real. O objetivo foi de tentar derrubar uma inflação de 40%. Em fevereiro, foi implantada a segunda fase do plano econômico, o FHC2, em que surgiu o novo indexador de preços e salários: a Unidade Real do Valor (URV). Segundo o Dieese, a URV não trouxe boas perspectivas para o salário dos trabalhadores.

A forma de conversão salarial foi feita através da média salarial dos últimos quatro meses. Em contrapartida, a Executiva Nacional dos Bancários orientou os sindicatos de todo o País a resistirem e lutarem contra o plano URV. A luta foi a favor da conversão pelo pico salarial ao invés da conversão pela média.

Em 1º/7, dia em que o Cruzeiro Real foi substituído pelo Real. Começa nesse dia também a Campanha Salarial de 94 da categoria bancária. A luta era contra o arrocho salarial ocasionado pelo Plano FHC2. Além dessa, outras lutas foram contra as demissões nos bancos privados e o fechamento de agências dos bancos públicos, devido à crise econômica nacional e a postura neoliberal de FHC favorável à privatização.

Em julho de 1994, foi eleita uma nova gestão para o SEEB/CE: Chapa do Sindicato, tendo como presidente Tomaz de Aquino (BNB). A chapa foi a única concorrente e obteve 7.053 votos, 93% dos válidos. A terceira gestão cutista do SEEB/CE tomou posse em agosto e permaneceu no mandato até o ano de 1997.

Os meses de agosto e setembro foram marcados pelas negociações da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) com o Governo Federal e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O reajuste salarial pretendido pelos bancários era de 119%, enquanto que a proposta da Fenaban era de 11,87%. O mês de outubro foi marcado por greves e paralisações de bancos públicos em vários estados. No dia 25/10, os funcionários dos bancos públicos e privados aceitaram a proposta da Fenaban de reajuste de 16%. A avaliação final foi de que os sindicatos precisavam de uma maior articulação para enfrentar o cerco constituído por Governo e banqueiros.