1996: Trabalhadores resistem à Reforma Previdenciária de FHC

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) iniciou o ano de 1996 lutando contra a proposta de FHC de Reforma da Previdência. Mesmo após muita luta dos sindicatos nacionalmente, em março, a reforma de FHC para a Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. A aposentadoria por tempo de contribuição, a idade mínima de 55 anos para a inatividade do servidor público e o não acúmulo de aposentadorias foram as principais novidades previstas no projeto.

Greve geral, consenso entre as três centrais sindicais CUT, CGT e Força Sindical. Jornada de trabalho de 40 horas sem redução salarial, reforma agrária e luta contra o neoliberalismo de FHC foram os principais eixos do movimento. Em 21/6, a Greve Geral paralisou completamente os setores da educação, dos serviços públicos e da construção civil.

Em agosto, o SEEB/CE lançou a Campanha Salarial de 1996, que teve como principais reivindicações a participação em 25% do lucro bruto dos bancos; ampliação do horário bancário, de 9 às 17h; e a aplicação da convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que proíbe a demissão imotivada. Em setembro, bancos de todo o país fizeram greve protestando contra as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial. A proposta que previa reajuste de 10% mais abono de 40% do salário foi recusada pelos bancários, argumentando que esse reajuste não cobria sequer a inflação do período. Em outubro, os bancários aceitaram a proposta de reajuste de 10% e 12% para os pisos, além de participação nos lucros de 60% do salário mais R$ 270,00 fixos.