23º Congresso reafirma defesa do Banco, do emprego e remuneração

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A importância da unidade para reforçar a luta e avançar nas conquistas foi o entendimento unânime durante o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BNB, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Itapuã, Salvador (BA). Os 116 delegados reafirmaram ainda o compromisso com a mobilização para barrar os ataques do governo contra os trabalhadores brasileiros.


Emprego, remuneração, a defesa do BNB, diante das ameaças de desmonte, saúde, condições de trabalho, segurança e Previdência foram os principais assuntos debatidos durante os dois dias de Congresso.  Na plenária final, dia 8/7, os funcionários aprovaram as propostas debatidas pelos quatro grupos de trabalho, que vão nortear a pauta de reivindicações a ser negociada com o banco.


O secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, considerou o evento positivo e motivador para fazer o enfrentamento da empresa e do governo. “Com a participação de 116 delegados e delegadas do Brasil, principalmente do Nordeste, saímos do Congresso com a consciência de unidade reforçada. A Bahia nos fez muito bem e trouxe alegria nos rostos dos bancários, além de força e confiança de que é possível resistir e vencer aos ataques. Conseguimos o consenso pela primeira vez na história dos congressos organizados pela Contraf-CUT. Não tivemos nenhuma polêmica trazida para a plenária final”, comentou.


A plenária final do Congresso dos benebeanos, enalteceu o poder de aglutinação dos nordestinos em lançar uma única proposta apoiada por todas as correntes políticas. Os debates não se esgotaram no Congresso e os funcionários prometeram continuar defendendo o BNB público, forte, voltado para o Nordeste.


“No Congresso dos Funcionários, valorizar e defender o emprego dos benebeanos é, em última análise, defender o fortalecimento da Instituição, Banco do Nordeste o que traz como consequência a possibilidade de manutenção e até ampliação do emprego e da renda de milhares de nordestinos, que atuam em áreas como agricultura familiar e em micros empreendimentos e que dependem dos recursos do BNB para se desenvolver”
Tomaz de Aquino, diretor do SEEB/CE e coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB