3º lugar nas Copas de 1978 na Argentina e 1982 na Espanha

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A filosofia defensivista implantada na Seleção Brasileira em 1974 também foi repetida na Copa de 1978, na Argentina. Na estréia, em Mar Del Plata, numa fraca exibição, o Brasil empatou em 1 x 1 com a Suécia. Nesse jogo, no último minuto do segundo tempo, o árbitro galês Clive Thomas encerrou a partida com a bola no ar: Edinho cobra o escanteio e Zico marca o gol de cabeça, invalidado pelo juiz que alegou ter terminado o jogo antes da cabeçada do jogador brasileiro.

Contra a Espanha, uma nova decepção da Seleção que empatou em 0 x 0, naquela que foi considerada a pior partida da Copa. Na terceira partida, mesmo sem convencer, o Brasil venceu os austríacos por 1 x 0, gol de Roberto Dinamite.

Nas quartas-de-final, em Mendoza, o Brasil realizou a sua melhor partida na Copa, contra o Peru, vencendo por 3 x 0. Na partida seguinte, a Seleção empatou com os argentinos em 0 x 0. No último jogo do grupo, o Brasil venceu a Polônia por 3 x 0, podendo ter feito um placar mais elástico. Os gols desperdiçados pelos brasileiros fizeram falta para a classificação da equipe. A Seleção tinha 5 gols de saldo enquanto a Argentina, apenas 2. Os argentinos tinham no entanto um jogo a menos e golearam o Peru por 6 x 0, muitos acusaram o Peru de ter facilitado.

A vitória dos brasileiros por 2 x 1 diante da Itália apenas garantiu o terceiro lugar, mesmo sendo o Brasil a única seleção invicta da Copa. O título ficou com a dona da casa, a Argentina, e a Seleção Brasileira ficou apenas com o título de “Campeã moral”.

Tristeza – Em 1982, o Brasil chegou muito perto do tetracampeonato. A Seleção tinha tudo pra vencer o campeonato, detentor do futebol-arte, proporcionou os jogos mais espetaculares da Copa da Espanha. O Brasil estreou em Sevilha vencendo a União Soviética por 2 x 1. No segundo jogo, a Seleção goleou a Escócia por 4 x 1, sendo o primeiro país a se classificar para a segunda fase. Diante da Nova Zelândia, outra goleada: 4 x 0. Já nas oitavas, o Brasil venceu a Argentina por 3 x 1.

O dia 5/7/82 ficou marcado pela derrota do Brasil para a Itália de Paolo Rossi, o carrasco do Brasil, ao marcar três gols na vitória italiana por 3 x 2. Os brasileiros até hoje reclamam de um pênalti não marcado pelo juiz Abraham Klein, quando o italiano Gentille segurou a camisa de Zico chegando a rasgá-la. Vale ressaltar que o empate classificaria o Brasil. A Itália acabou conquistando a Copa de 1982.