A luta pelo fim da violência contra a mulher deve ser permanente

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Presas, torturadas e assassinadas a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo, em 1960, as irmãs Mirabal (Patrícia, Minerva e Tereza) foram homenageadas no 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe em 1981. Desde então, o dia 25 de novembro é marcado como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Neste ano, representantes do gênero feminino buscam uma reflexão para acabar com essa forma de agressão.


A representante do Coletivo de Mulheres Bancárias e Financiárias do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carmem Amélia, destaca a relevância da data. “É uma data para refletir sobre essa situação e combater essa prática que lesa milhares de mulheres no mundo todo. Nem todos atos de violência deixam marca física, considerando-se que existem ofensas verbais e morais que também causam dores”, advertiu. Carmem alerta que, para o problema ser reduzido, é preciso um trabalho com agressores e vítimas. “Muitas mulheres precisam ser conscientizadas, precisam ter a coragem de denunciar”, ressaltou. Além da Delegacia de Defesa da Mulher, outras organizações sociais combatem a violência ao gênero feminino.


O Fórum de Mulheres Cearenses (FMC) é um exemplo. Através de palestras, panfletos e conferências nos âmbitos estadual e nacional, a organização visa a educação e a conscientização feminina. A coordenadora do FMC e membro do comitê político da Articulação das Mulheres Brasileiras (AMB), Francisca Sena, avisa: “É preciso uma rede de proteção à mulher: políticas públicas, educação e atendimento psicológico”. De acordo com ela, além dos trabalhos feitos diretamente com as mulheres, há o problema da cobertura jornalística do assunto. “Ela cai no campo da especulação, pouco se debate. As notícias não chegam à raiz da violência”. Segundo ela, existem períodos onde o assunto ocupa mais o espaço dos jornais. “A abertura maior se dá em datas comemorativas ou em crimes bárbaros ou hediondos”, reclamou.


Mas esse resultado não virá de forma imediata. “Para erradicar de uma vez por todas essa situação, é preciso combater a violência do dia-a-dia através do diálogo na própria família, nas escolas, nas igrejas e no ambiente de trabalho”, apontou a diretora do SEEB/CE, Carmem Amélia.


Luta de todos – A secretária de Mulheres da CUT/CE, Joana D´arc, enfatiza que “essa é uma luta das mulheres, mas os homens de bem têm que estar nessa caminhada também, pois uma vida sem violência é um direito e está na lei”. O Coletivo de Gênero, Raça e Diversidade Sexual do SEEB/CE estará participando esta semana de uma série de atividades sobre o tema.

ATIVIDADES COLETIVAS

FÓRUM CEARENSE DE MULHERES – FCM

Programação do Dia 25 de Novembro

24/11 – Audiência Pública em Quixadá

24/11 – Virgília da Praça Gentilândia (lançamento do Balanço da Lei Maria da Penha)

25/11 – Ato Público em frente a Delegacia da Mulher e Passeata até o Juizado Especial

26/11 – Audiência Pública em Barreira