Absurdo! Direção da Caixa culpa empregados pelo lucro menor em 2016

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Na tentativa de justificar o injustificável – o lucro líquido de R$ 4,1 bilhões em 2016, enquanto as projeções apontavam para R$ 6,7 bilhões – a direção da Caixa Econômica Federal reforça o total desrespeito com que trata seus empregados. Em comunicado enviado aos trabalhadores, em que trata da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), citou como um dos motivos do resultado ruim do ano passado o “longo período de greve” da categoria.


“Esse é mais um absurdo da gestão comandada por Gilberto Occhi, única responsável pelo lucro menor e pelo valor desprezível da segunda parcela da PLR. A paralisação de 31 dias, na luta por melhores condições de trabalho e em defesa da Caixa, foi fruto da intransigência dos bancos na mesa de negociação. Graças à nossa mobilização, conquistamos alguns avanços”, diz Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).


O que está em curso é um projeto para reduzir os bancos públicos. Quando o governo, único acionista, diz que não vai capitalizar a Caixa, deixa claro que o objetivo é enfraquecer a empresa, provavelmente com o objetivo de privatizá-la. Outra prova do desmonte é o plano anunciado por Occhi, durante a divulgação do balanço de 2016, para diminuir o total de agências e fatiar as áreas de habitação, crédito e loterias.


Diante da gravidade do momento, a CEE/Caixa vai orientar que sindicatos e empregados da Caixa definam a adesão à greve geral do dia 28 de abril contra as reformas da Previdência, trabalhista e a lei da terceirização. A defesa dos bancos públicos também estará no centro das paralisações, que vão se espalhar Brasil afora.