Ações registradas no 1º semestre de 2014 caem pela metade em relação a 2013

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Os ataques a bancos no primeiro semestre de 2014 caíram quase pela metade, se comparados ao mesmo período de 2013. De janeiro a junho deste ano, o Sindicato dos Bancários do Ceará registrou 40 ataques a bancos ou a cidadãos, enquanto que nos seis primeiros meses do ano passado foram registrados 78.


Dessas ocorrências, foram contabilizadas oito saidinhas em 2014 contra 28 em 2013. Ou seja, ataques feitos diretamente a bancos foram 32 no primeiro semestre de 2014 contra 50 em 2013. Neste ano foram registrados ainda nove assaltos, 14 arrombamentos, duas tentativas de assalto e sete tentativas de arrombamentos.


Em Fortaleza, onde está em vigência o Estatuto Municipal de Segurança Bancária, que obriga os bancos a instalarem vários mecanismos de segurança nas agências, as ocorrências caíram bruscamente. No primeiro semestre de 2013 foram 32 ataques em Fortaleza e 46 no Interior, enquanto que este ano foram apenas seis ocorrências na Capital contra 34 no Interior.


Por outro lado, o uso de explosivos nos ataques a banco ainda continua alto. Em 2013 foram registradas no primeiro semestre 12 ações com uso de explosivos, enquanto que neste ano, mesmo com o número de ações bem inferiores, os assaltantes utilizaram explosivos em 13 ações.


Bradesco é o alvo preferido – O Bradesco ultrapassou o Banco do Brasil na categoria de alvo preferido dos assaltantes de banco. Nos seis primeiros meses de 2014 foram 21 ações contra o Bradesco, 14 contra o BB, duas contra o Santander, uma contra o Itaú, uma contra a Caixa Econômica e em uma não foi informado qual o banco alvo. Já em 2013 foram 31 ações tendo como alvo o BB, 27 contra o Bradesco, seis não informados, cinco contra o Itaú, cinco contra a Caixa, três contra o Santander.


Violência – As ações continuam violentas, com uso de reféns para facilitar a fuga, algumas resultando em tiroteios e mortes. No primeiro semestre deste ano, foram registradas sete ações com reféns e uma morte, numa saidinha dia 24/2. Já nos seis primeiros meses de 2013 foram 10 ações com reféns e uma morte, dia 8/3/13, num ataque a carro forte.