Agências fechadas no Interior são tema de audiência pública na AL-CE

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O Sindicato dos Bancários do Ceará participou na quarta-feira, 6/7, de audiência pública na Assembleia Legislativa sobre insegurança bancária, requerida pelo deputado estadual Odilon Aguiar (PMB), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Casa. O objetivo principal foi discutir a situação de 17 agências do Banco do Brasil que se encontram atualmente sem funcionar por conta de ataques criminosos. O diretor do SEEB/CE, Bosco Mota, representou a entidade no evento.


Segundo o deputado, as agências que estão sem funcionar são: Farias Brito, Icapuí, Mombaça, Barreira, Milhã, Araripe, Novo Oriente, Independência, Jaguaretama, Itapiúna, Morrinhos, São João do Jaguaribe, Monsenhor Tabosa, Coreaú, Capistrano, Cariús e Fortim.


Representantes de vários desses municípios, como prefeitos, vereadores, presidentes de Câmaras Municipais e comerciantes locais, estiveram presentes e falaram das dificuldades enfrentadas por conta da ausência de funcionamento do banco. As pessoas têm de se deslocar à outra cidade, há o risco desse deslocamento (assaltos, acidentes etc.), demora no atendimento e grandes prejuízos para o comércio local, pois as pessoas acabam consumindo na cidade onde foram sacar o dinheiro. Muitas vezes as pessoas chegam a se deslocar por cerca de até 200km, pois as cidades vizinhas também foram atacadas e estão sem agência do BB.


O gerente administrativo da Super/BB, Duílio Benício, informou que a demora na reabertura das agências sinistradas se dá por uma série de motivos, principalmente, pela necessidade de se fazer processos de licitação para substituição de cofres e outros instrumentos necessários. Ele informou ainda que o banco montou uma comissão especial, em nível nacional, para análise de risco (assaltos, sequestros, explosões etc.). Segundo ele, em Independência e Novo Oriente, a agência deve voltar a funcionar somente no formato negocial, ou seja, sem numerário. A informação indignou os comerciantes e vereadores dos dois municípios que solicitaram ao banco a reavaliação desse posicionamento.


Uma reunião entre prefeitos, legisladores, segurança pública e representantes do BB ficou pré-agendada para o dia 22 de julho, com o objetivo de debater e apresentar soluções para os municípios atingidos.


“Esse debate é muito importante, pois causa muitos transtornos. Os funcionários têm dificuldades de voltar a trabalhar na agência que foi assaltada e os clientes sofrem com a ausência da unidade tendo de se locomover para outras cidades. Além disso, temos que lutar por leis mais rígidas. O BB precisa garantir itens de segurança, mas os vereadores e prefeitos do Interior também precisam aprovar o Estatuto de Segurança em seus municípios como forma de combater a criminalidade e não somente reabrir agências sem as condições de segurança adequadas”
Bosco Mota, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará