Agências fechadas por conta de ataques prejudicam cidades do Interior

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O Sindicato dos Bancários do Ceará alerta, mais uma vez, para os prejuízos causados com o fechamento de agências bancárias em decorrência de ataques.  Na última semana, dirigentes da entidade visitaram a agência do BB em Senador Pompeu, que sofreu uma explosão em agosto de 2016 e que encontra-se ainda sem operação normal até os dias atuais.


“O atendimento à população é feito na calçada. Os funcionários ficam se deslocando dentro da unidade e os clientes não podem entrar. Também não há numerário na unidade”, descreve o diretor do Sindicato dos Bancários, Bosco Mota. Ele informou ainda que a entidade já fez vários contatos com a Superintendência do Banco do Brasil para saber informações sobre a reabertura da unidade, mas a data vem sendo postergada. “Primeiro disseram que a reabertura seria entre fevereiro ou março. Agora estão prometendo para o final de julho. Lembramos que no mesmo dia, a Caixa Econômica também foi atingida, mas reabriu um mês depois”, completa.


Bosco Mota informa ainda que o Sindicato dos Bancários deve participar, no início de agosto, de uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Senador Pompeu sobre a situação da agência, uma das mais antigas do Estado, inaugurada em 1946.


Os dirigentes destacam ainda as dificuldades enfrentadas pela população. A folha de pagamento da Prefeitura continua a cargo do Banco do Brasil e, para receber o salário, os servidores têm de se deslocar até Mombaça, já que as agências mais próximas, em Milhã e Pedra Branca, também estão fechadas pelo mesmo motivo: ataque com uso de explosivos.


A situação nesses municípios, também visitados pelo Sindicato, não está fácil. Sem previsão de reabertura, os funcionários foram transferidos para o Cariri ou para Mombaça, enquanto que a população, principalmente aposentados, tem de se virar para receber seus proventos, enquanto o comércio local está praticamente inexistente.

Em 2017 foram registrados 38 ataques a agências bancárias cearenses, sendo 33 no Interior e 22 com uso de explosivos.

“Aproveitamos aqui para cobrar mais celeridade do BB na reabertura dessas unidades, pois esses municípios dependem economicamente do movimento gerado por essas agências. Cobramos ainda providências do poder público para minimizar essa onda de violência contra agências bancárias no Interior”

Bosco Mota, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará