AMEAÇA AO MINHA CASA MINHA VIDA NO CEARÁ EXPÕE IMPORTÂNCIA DOS BANCOS PÚBLICOS

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O programa “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV) está ameaçado no Ceará. As obras estão paralisadas devido a um atraso de 3 meses nos repasses do governo federal. Não por acaso a ausência do recurso atinge justamente as famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, a faixa da população que mais depende do financiamento. Além da morosidade na entrega das moradias, o setor calcula a demissão de até 10 mil operários até o fim do ano. Esta situação expõe a relevância dos bancos públicos no atendimento da população que mais precisa.


No Ceará, 100% dos financiamentos imobiliários estão a cargo dos bancos públicos, representando um montante de R$ 14 bilhões. Ao todo, o MCMV investiu R$ 2 bilhões na construção de 37.489 unidades habitacionais no Estado. “79% do crédito imobiliário que circula no Ceará sai dos cofres da Caixa – uma realidade que está ameaçada pela política federal de desmonte do patrimônio público. Não podemos permitir isso”, afirma Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae.


INANIÇÃO – Embora não tenha acabado oficialmente com o MCMV, o governo tem inviabilizado seu andamento por meio da inanição. De 2009 a 2016, o MCMV contava com um orçamento anual de R$ 11 bilhões. Para 2020 está previsto uma quantia de R$ 2,7 bilhões. E esta situação que atinge o Ceará abrange todo o país. A falta de recursos do governo para as empreiteiras supera R$ 500 milhões.


CAMPANHA – Prioridade na agenda de privatizações colocada em curso pelo governo, os bancos públicos estão sendo fatiados. Depois de vender a Lotex, a direção da Caixa anunciou a venda das áreas de seguridades, cartões, loterias e gestão de ativos, por meio de abertura de capital na bolsa (IPOs). Para frear a entrega do patrimônio público, foi lançada a campanha #ACAIXAÉTODASUA. Para saber mais, acesse www.acaixaetodasua.com.br.