Apesar do lucro de R$ 2,9 bi, banco corta 2.290 empregos no 1º semestre

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O balanço do 1º semestre de 2013 do Santander Brasil, que aponta um lucro gerencial de R$ 2,929 bilhões, comprova o que a Contraf-CUT, federações e sindicatos vêm denunciando desde o início do ano. Ao invés das demissões em massa praticadas em alguns dias em dezembro de 2012, quando cortou 975 postos de trabalho, o banco espanhol eliminou gradativamente centenas de empregos, totalizando 2.290 nos primeiros seis meses deste ano.


Apenas no segundo trimestre, o banco extinguiu 1.782 vagas. Em relação ao seu quadro em junho de 2012, a redução foi de 3.216 funcionários. Não é à toa que o banco liderou pelo quinto mês consecutivo, em junho, o ranking de reclamações do Banco Central.


“Cobramos o fim das demissões imotivadas, mais contratações e melhores condições de trabalho, como forma de colocar em prática a ideia do novo presidente do Santander, Jesus Zabalza, de fidelizar os clientes. Se fideliza clientela com bom atendimento e respeito aos trabalhadores”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Eugênio Silva.


Todo esse lucro bilionário permite o atendimento das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2013. “Queremos lembrar que esse resultado é fruto do empenho e dedicação dos funcionários, que merecem respeito e valorização”, ressalta Eugênio.


Campeões de lucro – Os três maiores bancos privados do País – Itaú, Bradesco e Santander – somaram lucros astronômicos de R$ 15,905 bilhões, apesar do pequeno crescimento da economia brasileira.