Apesar dos avanços, 55 milhões de brasileiros ainda não têm conta

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Apesar de o acesso ao crédito ter crescido ao longo dos anos, a inclusão financeira dos brasileiros, principalmente os de baixa renda, ainda enfrenta uma série de gargalos para evoluir. Na região Nordeste, a situação é mais difícil, já que mais da metade da população local (53%) não possui conta bancária, conforme uma pesquisa do Instituto Data Popular, divulgada em maio deste ano.


Atualmente, cerca de 55 milhões de brasileiros ainda não têm poupança ou conta corrente, contingente que representa 39,5% da população com 18 anos ou mais. “Os bancos vêm procurando simplificar a abertura de contas para as pessoas de baixa renda, mas o contingente de pobreza ainda é grande e muitos não têm o perfil mínimo para se bancarizarem. No Ceará, por exemplo, cerca de 40% da população vivem com menos que um salário mínimo”, ilustra o economista, Ênio Viana.


Para buscar possíveis alternativas para o desenvolvimento da inclusão financeira no País, o V Fórum do BC debateu assuntos como a importância da educação financeira, da proteção e da inovação nesse processo. Autoridades, como o presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, além dos ministros Marcelo Neri (da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República) e Paulo Bernardo (das Comunicações), estiveram no evento.


No Estado – Mesmo não contando com uma parcela elevada de pessoas bancarizadas, o Ceará é destaque em um tipo de serviço que contribui bastante para a inclusão financeira: os bancos solidários. Em 2012, por exemplo, 52,23% dos bancos comunitários do País estavam no Ceará, participação essa que continua significativa atualmente.


Celulares ajudarão – O avanço tecnológico também pode ser decisivo para auxiliar a inclusão financeira. A Mastercard, por exemplo, vê no Brasil uma praça chave para alcançar, nos próximos anos, cerca de 500 milhões de pessoas que ainda estão excluídas do mercado financeiro no mundo. No foco, além da expansão no uso de cartões magnéticos, a empresa vê a utilização da telefonia móvel nas transações de compra como um promissor nicho a ser explorado no País.