Após pressão, Caixa recua e avança debate sobre superávit do Saúde Caixa

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A reunião do GT Saúde Caixa no dia 15/5 foi marcada por avanços no debate sobre o uso do superávit do plano, em Brasília. Depois de vários encontros entre as partes, a pressão exercida pelo movimento nacional dos empregados foi decisiva para a negociação de um acordo, visando a melhoria do plano em nível de coberturas e de ampliação da rede credenciada e no setor de atendimento. Um dos itens propostos pela representação dos empregados foi a redução da coparticipação de 20% para 15%. Os números disponibilizados, no entanto, ainda carecem de um estudo mais aprofundado.


Sobre a criação de programas de promoção de saúde para doentes crônicos, a proposta apresentada pela CEE/Caixa – Contraf/CUT é de estender esses benefícios para os dependentes e criar outros programas, devendo a Caixa arcar com a parte dos empregados e o plano encarregar-se de atender aos dependentes. Assim, além de promover melhores condições de vida a todos, a proposta ainda melhora a gestão do plano, pois evita procedimentos de maior complexidade.


A representação dos empregados entende que, como esse acordo é fruto das negociações da campanha salarial de 2014, as propostas devem ser implantadas ainda este ano. Embora a redução da coparticipação de 20% para 15% esteja devidamente aprovada, a Caixa pretende colocá-la em vigor em janeiro de 2016. As propostas como a remoção por ambulância em situações de emergência e a criação de programas de promoção de saúde para doenças crônicas, serão avaliadas até 31 de julho para compor o pacote.


“Essa negociação representa uma das mais importantes conquistas da campanha salarial 2014 e da mesa permanente, graças à mobilização e luta das entidades representativas. Nosso objetivo é ampliar coberturas e implantar melhorias no plano de saúde”
Marcos Saraiva, diretor do SEEB/CE e empregado da Caixa