Apreensão toma conta do funcionalismo do BNB

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As medidas adotadas pela diretoria do Banco do Brasil, por orientação do governo golpista de Michel Temer, que visam reduzir o quadro de funcionários da instituição e cortar direitos dos trabalhadores têm sido motivo de crescente inquietação para os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que imaginam serem as próximas vítimas do processo de redução da presença do Estado na economia, patrocinado pelo governo Federal para pagar a fatura do impeachment aos banqueiros e grandes conglomerados capitalistas, principalmente os internacionais.


Em contato direto com o funcionalismo nas agências e Direção Geral do BNB, o Sindicato dos Bancários tem sido alvo de constantes indagações sobre possíveis medidas prejudiciais aos trabalhadores e ao Banco. Especula-se sobre fechamento de agências, redução de quadro de pessoal, extinção de funções comissionadas, transferências compulsórias e demissões, tal como aconteceu durante a gestão de Byron Queiroz, na década de 90, quando imperava o neoliberalismo do PSDB capitaneado pelo governo Fernando Henrique Cardoso.


“Os que ingressaram no BNB depois de 2002 não têm a menor ideia do que foi aquele período de oito anos do governo tucano”, afirma o coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, Tomaz de Aquino, à época presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, ele próprio uma vítima direta da truculenta gestão Byroniana, punido que foi com o corte de seu salário durante sete anos, tudo por defender com garra os direitos dos seus colegas de trabalho.


A Contraf e os sindicatos que compõem a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB estão reivindicando reunião com a direção do BNB para cobrar posições sobre as diversas medidas que estariam sendo programadas nesse contexto de anunciada reestruturação do Banco e preparam campanha para se contrapor a qualquer iniciativa que venha a retirar direitos dos funcionários e caracterizar perseguição aos trabalhadores, revelam dirigentes de sindicatos de bancários que atuam nas áreas de jurisdição do BNB.


“Hoje há diálogo entre os sindicatos e a direção do Banco”, reconhece Tomaz de Aquino ressaltando que negociações respeitosas têm ocorrido com frequência. “O problema é o governo ao qual os dirigentes do Banco são obrigados a obedecer. Governo esse cada vez mais submetido aos comandos de seu principal aliado político – o PSDB”, arremata o dirigente do SEEB/CE.