As ruas deram o recado: “Fora Temer” e “Diretas Já!”

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Um dia de luta e resistência pra marcar a história e dizer Fora Temer e Diretas Já!  Foi assim domingo, dia 21/5, em Fortaleza, que a exemplo do Brasil, também foi às ruas para dizer basta ao governo denunciado por corrupção, do ilegítimo Temer.  Mais de 30 mil pessoas mobilizadas pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, CUT, CTB e demais centrais, e os movimentos sociais declararam que não vão aceitar que um golpista seja trocado por outro golpista.


Temer e todos seus aliados são os principais responsáveis por aprofundar a crise no país, que além de golpista, também perdeu a condição moral de manter-se no cargo e continuar qualquer reforma. Por isso, além da saída imediata do golpista da presidência, as mobilizações vão continuar por “Diretas Já” e pela retirada da pauta das reformas Trabalhista e da Previdência no Congresso Nacional.


“O governo golpista agora mostra sua face de realmente de querer golpear a democracia. É preciso Temer sair, e não adianta só ele sair se esse Congresso que elegeu Cunha para ser presidente da Câmara, eleger o futuro presidente. Para nós, para o bem do Brasil, o ‘Fora Temer’ deve ser acompanhado das ‘Diretas Já’ ”
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará



Acompanhe os acontecimentos


Temer rechaça renúncia

Michel Temer reiterou que não vai renunciar, mesmo após denúncia publicada na noite de quarta 17, que acusa Temer, em delação do dono do frigorífico JBS, de dar aval à compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Temer afirmou ter entrado com requerimento no Supremo Tribunal Federal para pedir a íntegra das delações feitas por executivos da JBS. Desde o dia 18/5, a Procuradoria-Geral da República passou a investigar formalmente o presidente. No Congresso houve debandada das bases do governo, uma vez que a recomendação pela renúncia partiu de integrantes da base.


Pedidos de impeachment de Temer

Até às 18h do dia 18/5, oito pedidos de impeachment do presidente Michel Temer foram formalizados na Secretaria Geral da Mesa da Câmara, inclusive os partidos de oposição protocolaram mais um pedido de, com assinaturas do PT, PDT, PCdoB, Rede, PSOL e PSB.


Saída de Temer pode ser via TSE

A cassação do mandato de Michel Temer, pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 6 de junho, é hoje a hipótese mais próxima de se concretizar, avalia o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Temer não tem como se sustentar politicamente. Segundo o analista Queiroz, na reportagem da Rede Brasil Atual, a possibilidade de Temer ser afastado via processo de impeachment “é zero, não tem chance”. Já para a aprovação de emenda constitucional instituindo eleições diretas, ele vê um problema de calendário: “para aprovar uma PEC vai demorar pelo menos, no melhor cenário, 90 dias, queimando todas as etapas nas duas casas, Câmara e Senado”.


Crise suspende reforma trabalhista no Senado

Diante da crise política, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista do governo Temer, parou o trâmite da proposta nas Comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais. Em nota oficial citou a crise institucional para suspender a agenda previamente anunciada, sem previsão para retomada das discussões. Os senadores de oposição também consideram superadas propostas de reforma trabalhista e da Previdência e exigem que sejam barradas e que o Brasil precisa de eleições diretas gerais e é urgente.