Assédio moral e precarização no plano de saúde

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O Bradesco acaba de reforçar sua postura autoritária contra o movimento sindical, quando recentemente proibiu o Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE) de aplicar nas agências de Fortaleza uma pesquisa nacional, que tinha como finalidade identificar a intensidade de assédio moral nos bancos públicos e privados.


O banco alegou ao Sindicato que não permitia que a entidade aplicasse a pesquisa junto a seus funcionários sem que as gerências das agências tomassem conhecimento, e o formulário da pesquisa, frisava o Bradesco, tinha que ser aplicado pelos gerentes das agências.


O Sindicato repudia essa prática e tomou a iniciativa de mandar pelos correios o formulário da pesquisa para os bancários. O Bradesco é o único banco privado na Capital que deixou de realizá-la.

Saúde Bradesco – Além disso, a direção do SEEB/CE espera ver concretizada a promessa da reunião de negociação sobre demissões e planos de saúde realizada em Osasco (SP), em 18/4, na qual o Bradesco se comprometeu a ampliar o número de médicos e especialistas do Bradesco Saúde no Ceará, principalmente no Interior, onde a situação é caótica, tendo pouquíssimos médicos e hospitais credenciados.


A situação do plano de saúde foi agravada com a aquisição do Banco do Estado do Ceará (BEC) em dezembro de 2005 pelo Bradesco. Com a compra, cerca de 860 ex-becistas passaram a integrar o Bradesco Saúde, que não aumentou o número de funcionários