Assinado acordo e Banco já credita PLR do primeiro semestre

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A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinaram no dia 13/10, em São Paulo, o acordo coletivo do Banco do Brasil, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que inclui reajuste de 8,5% no salário (2,02% de aumento real), reajuste de 9% no piso (2,49% de ganho real) refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito, além de avanços nas substituições. O ato ocorreu depois da assinatura da CCT entre as entidades sindicais e a Fenaban, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.


Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, destacou a importância do Banco do Brasil participar da mesa conjunta de negociação com a Fenaban, o que vem ocorrendo desde 2004, ao mesmo tempo em que negocia e assina acordos para as demandas específicas. Ele destacou a importância da participação dos bancários do BB na campanha.


“Estão de parabéns os funcionários do BB pela forte mobilização em todo o País, que arrancou a nova proposta do banco, com destaque para o aumento real pelo 11º ano consecutivo, o reflexo do reajuste de 9% do piso na curva do PCS e o fim do banco de horas”, disse Carlos Cordeiro.


Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o conjunto de propostas do banco, juntamente com a proposta global da mesa da Fenaban, traz avanços significativos para os trabalhadores, depois de um longo período de negociações. O reajuste maior no piso dialoga com todos os segmentos do funcionalismo e terá impacto imediato para mais de 40 mil funcionários.


Consideramos também um grande avanço a volta da substituição dos gerentes de módulo nas PSO e nas agências que tem somente uma gerência média. É uma forma de acabar com o desvio de função dos caixas e, ainda, melhorar a pontuação e a qualificação para processos seletivos dos funcionários.


Segundo Wagner, para o grupamento de comissionados, algumas propostas contemplam reivindicações antigas, como o bloqueio das estações de trabalho dentro da jornada e, ainda, em relação à gerência média, uma cláusula que trata da forma de cobrança nas unidades, vinculada ao protocolo de resolução de conflitos, que trata principalmente das metas abusivas e suas consequências nas condições de trabalho dos funcionários.


Pagamento da PLR – Durante a assinatura do acordo, o BB comunicou que o crédito da PLR do primeiro semestre foi feito na segunda-feira. Já as diferenças salariais serão pagas na folha deste mês de outubro, enquanto o acerto dos vales refeição e alimentação ocorrerá em novembro.


Confira os valores da PLR do primeiro semestre:


Escriturário: R$ 3.254,27


Caixas: R$ 3.685,42


Comissionados – quantidades VR


   • Primeiros Gestores: 1,33


   • Demais Gestores: 1,13


   • Primeiro Nível Assessoramento UE: 1,13


   • Gerência Média: 1,11


   • Demais analistas e assessores: 1,11


   • Comissionados FG e FC (plenos): 1,06


Para efeitos de comparação, o balanço deve utilizar o valor recebido de PLR no segundo semestre de 2013 e reduzir 1,5% devido a redução do lucro do banco nos primeiros seis meses deste ano.