Assinado o acordo específico com a Caixa Econômica Federal

20

A Contraf-CUT e a Caixa Econômica Federal assinaram dia 26/10, o Termo Aditivo da Convenção Coletiva de Trabalho, o chamado acordo específico. Ele contempla as cláusulas complementares negociadas especificamente com a Caixa, já que o banco assinou pela primeira vez na semana passada a Convenção Coletiva da categoria. A participação massiva dos empregados da Caixa na greve e nas atividades da Campanha Nacional aumentou o poder de pressão e pela primeira vez a Caixa é signatária da CCT. Garantiu-se, assim, pelo terceiro ano consecutivo, aumento de salários acima da inflação.

Durante o ato, o presidente da Contraf/CUT, Vagner Freitas, falou da importância da assinatura de um termo aditivo que contempla as cláusulas complementares negociadas especificamente com a empresa e elogiou o fato de a Caixa ter sido signatária pela primeira vez da convenção coletiva firmada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “A cada ano temos assinado acordos mais amplos, a exemplo da Convenção Coletiva Nacional deste ano, com a inclusão dos bancos públicos federais. Isto se deve, entre outros fatores, a um olhar diferente da atual gestão da Caixa e do governo Lula, com respeito à divergência, ao contraditório e ao direito de greve”. Ele lembrou, no entanto, que as negociações específicas e permanentes vão prosseguir.

As reivindicações gerais da categoria foram negociadas com a Fenaban, os empregados da Caixa puderam discutir suas questões específicas com o banco separadamente. Com isso, os trabalhadores da Caixa conseguiram arrancar uma PLR maior que a da Fenaban e acertou importantes correções no Plano de Cargos Comissionados (PCC), com antigas reivindicações atendidas.

Próxima negociação – A Contraf-CUT e a Caixa retomam no próximo dia 8 de novembro o processo de negociações permanentes. As prioridades da pauta de reivindicações que querem ver contempladas, como a isonomia entre os afastados e os bancários da ativa e os critérios para implementação da unificação da Carreira Profissional dos PCSs 89 e 98. Neste ponto, a Caixa acenou que pode avançar e construir uma proposta que atenda aos anseios dos vários segmentos profissionais que trabalham na Caixa. O objetivo é que a adesão a nova tabela seja possível já a partir de 1º de janeiro.

Veja as principais conquistas dos empregados no acordo específico

Plano de Cargos e Comissionados
* Um delta a mais para todos
* Compromisso do banco em negociar a unificação da Carreira Profissional dos PCSs 89 e 98, com 36 níveis
* Cinco faixas salariais para todos os cargos em comissão de natureza técnica e de assessoramento, com interstício de 2%
* Promoção de 30% dos 24.005 empregados envolvidos em janeiro de 2007
* Criação do cargo em comissão de Caixa RET/PV
* Extinção do cargo de Gerente Júnior, com enquadramento nos cargos em comissão de Gerente de Relacionamento ou de Atendimento
* Criação do cargo em comissão de Avaliador de Penhor Sênior

Outros benefícios
* Ampliação do número de bolsas de incentivo à graduação
* Conversão, de até 30 dias em espécie, de Licença-Prêmio e APIP