Ato no Itaú marca primeira atividade da campanha unificada

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O Itaú, segundo maior banco privado do País e com maior rentabilidade no 1º semestre, foi escolhido para sediar o ato que abriu no Ceará a Campanha Salarial deste ano. Na frente do Itaú da rua Major Facundo, no dia 18/8, o Sindicato dos Bancários distribuiu bananas aos transeuntes, aludindo ao descaso e à falta de consideração para com clientes e funcionários desse e dos demais bancos privados, que são “um tormento na vida dos clientes, haja vista a quantidade diminuta de trabalhadores para prestar bom atendimento, que são explorados para que o banco atinja essa alta lucratividade”, disse Ribamar Pacheco, funcionário do Itaú e diretor do Sindicato.

“A banana simboliza o aumento que eles deu / porque o resto eles comeu / não quer dividir com ninguém”, diz o repente de Zé Calixto e Marreco, denunciando o tratamento dado aos bancários pelo Itaú. Em negociação com seus funcionários, o banco concedeu apenas R$ 360,00 na Participação Complementar nos Resultados (PCR), valor considerado irrisório pelo Sindicato, comparado à alta lucratividade do Itaú. Esta antecipação aconteceu na contramão de um processo de negociação ainda não concluído.

Dentro da agência, os diretores do SEEB/CE ainda denunciaram as filas e a precarização do trabalho, onde funciona um balcão da financeira do Itaú – Taií – cuja contratação de funcionários é precarizada. “Os bancos são concessões públicas, eles têm obrigação de oferecer serviço de qualidade e boas condições de trabalho. Mas o que vemos aqui são funcionários, que não chegam a ganhar o que um bancário ganha”, afirmou Robério Ximenes, diretor do Sindicato.

Enquanto isso, os bancos aumentam seu lucro a cada ano. No ano de 2001, por exemplo, o lucro dos 11 maiores bancos do País foi de R$ 4,5 bilhões. Já no mesmo período de 2005, esses bancos lucraram R$ 24 bilhões, que corresponde a 415% de aumento em relação a 2001. A Campanha Salarial deste ano tem como principais metas aumento real dos salários, Participação maior nos Lucros e Resultados (PLR), garantia do emprego, isonomia de direitos, redução dos juros e das tarifas bancárias, além do fim do assédio moral e das metas abusivas.