Atos no Passaré e no Fórum Autran Nunes exigem proposta digna por parte do BNB

41

      

“Venha aqui pegar o seu milhão”. Com essa faixa e distribuição de milho verde para os funcionários do Banco do Nordeste, da sede administrativa do Passaré, os beneficiários da ação de equiparação das comissões do BNB às do BB protestaram contra a demora do Banco em solucionar o mencionado passivo trabalhista. O ato, realizado na última quinta-feira, dia 14/4, serviu também para pressionar a direção do BNB a apresentar uma proposta digna.


Durante a manifestação, os beneficiários fizeram um apitaço, como forma de chamar a atenção do presidente do Banco, Roberto Smith, que prometeu várias vezes resolver o impasse, mas até agora, nada. Idêntica concentração foi realizada também em frente ao Fórum Autran Nunes, dia 15/4, a partir das 9h, local onde aconteceu a audiência de conciliação.


De acordo com o presidente da Associação dos Aposentados do BNB (AABNB), a demora do Banco em solucionar o passivo é um desrespeito com quem tanto ajudou a construir a instituição. “Nós demos um voto de confiança ao BNB quando várias vezes foram feitas tentativas de negociação, mas a direção tem usado de inúmeros recursos para protelar a solução do passivo. Basta ver que há uns três anos atrás, o Banco informou que não podia fazer a equiparação porque não dispunha das tabelas de função do BB. Passados cerca de 20 anos de tramitação do processo, o BNB nunca se interessou em solicitar as tabelas que necessitaria?”, questionou ele. “O que nós queremos é uma proposta decente para que possamos receber o que nos pertence. É preciso que haja respeito a nós, trabalhadores”, conclui.


Para o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, Tomaz de Aquino, a entidade tem feito sua parte buscando negociar de todas as formas. “Nós temos demonstrado a melhor boa vontade. Inclusive, na última assembleia, realizada no Sindicato, dia 16/3, a base formulou uma proposta intermediária, de R$ 170 milhões, que já há quase um mês foi enviada ao BNB e até agora, não recebemos nenhuma proposta oficial. Queremos que o Banco nos apresente uma proposta decente, condizente com o direito dos trabalhadores, mas até agora só obtivemos promessas e isso não paga a dívida”, cobrou.