Balanço 2010 prova que reajuste dos aposentados poderia ser maior

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A Funcef divulgou, na sexta-feira, dia 8/4, em seu site, matéria onde detalha os dados do balanço financeiro de 2010, que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo no dia 30/3. Os números apontam para o aumento significativo de rentabilidade, que segundo a Fundação, ficou bem acima da média do conjunto de fundos de pensão.


As informações sobre o desempenho da Funcef vêm reforçar o que as representações dos associados já haviam dito anteriormente: o reajuste concedido aos aposentados poderia ter sido maior.


Os dados destacados pela Funcef revelam rentabilidade, em 2010, de 16,84%, ou seja, 4,52% acima da meta atuarial de 12,32% (INCPC+ 5,5%). A Fundação encerrou o ano com patrimônio total de R$ 43,8 bilhões, 12,66% com relação a 2009, cujo ativo total era de R$ 38,8 bilhões.


O superávit acumulado foi de R$ 460 milhões, sendo R$ 242,3 milhões para o REG/REPLAN, modalidade saldada, R$ 144,2 milhões para o REG/REPLAN, modalidade não saldada e R$ 75,9 milhões para o REB. O Novo Plano apresentou déficit de R$ 1,7 milhão por não ter atingido a meta atuarial e por provisionamentos contingenciais.


Segundo a Funcef, “a adequada gestão dos investimentos permitiu que o seu patrimônio quadruplicasse nos últimos oito anos (em 2002, era de R$ 9,7 bilhões)”. No entanto, apesar desses números, por meio de voto de minerva, a patrocionadora impôs o menor reajuste possível (2,33%) aos benefícios dos aposentados e pensionistas, votando contra o reajuste de 3,57% índice que já havia sido aprovado pela Diretoria Executiva da Fundação.


As representações dos empregados caracterizam a atitude da Caixa como boicote à regra contida no parágrafo segundo do artigo 115 do regulamento do REG/Replan saldado, pela qual é permitida a utilização de até 90% do resultado excedente em relação à meta atuarial de cada exercício, para composição do Fundo de Revisão de Benefícios Saldados.


No dia 8/4, a Fenae e a Fenacef encaminharam à Caixa e a Funcef ofício repudiando o voto dos representantes da empresa no Conselho Deliberativo da Funcef. No documento, as entidades destacaram que o “índice de 3,57% surgiu após um amplo debate no Fórum de Dirigentes de Entidades e Representantes Eleitos da Funcef. Não se trata de algo impensável, inexeqüível, fora de propósito. O fórum posicionou-se favoralmente ao que já havia sido aprovado pela Diretoria Executiva da Fundação: 76,5% do excedente da meta atuarial bem abaixo dos possíveis 90% previstos nas regras do fundo”.