Balanço da Funcef apresenta déficit de R$ 6,5 bilhões em 2017

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No dia 28/3, a Funcef apresentou o balanço anual de 2017. A fundação anunciou aos participantes um déficit de R$ 6,5 bilhões, 50% maior que os R$ 4 bilhões registrados em 2014, no início da atual gestão.


O déficit cresceu em todos os planos em 2017. No REG/Replan Saldado, foram R$ 4,2 bilhões; no Não Saldado, R$ 481 milhões; Novo Plano, R$ 59 milhões; e REB, R$ 878 mil, totalizando R$ 4,7 bilhões, que somado ao déficit de 2016 (R$ 12,4 bilhões), chegaria a R$ 17,2 bilhões. O déficit de dois dígitos só não se confirmou porque R$ 9,7 bilhões foram integralmente inseridos no plano de equacionamento previsto para começar em março deste ano. Essa parcela que entraria no balanço como déficit, foi lançada como “reserva a integralizar”, e é a mesma que será debitada a cada mês pelo prazo definido no equacionamento, por participantes e patrocinadora.


CONTENCIOSO JUDICIAL – Maior fator isolado de déficit nos planos de benefícios, o provisionamento para o contencioso previdencial (ações trabalhistas que geram revisão nos valores dos benefícios) havia sido contabilizado em R$ 2,4 bilhões até novembro de 2017. No balanço anual, porém, a diretoria da Funcef decidiu reclassificar o grau de risco das ações, o que resultou na diminuição de R$ 1 bilhão no provisionamento.


No balanço, fica claro que a Funcef tirou esse R$ 1 bilhão da categoria das ações de perda provável (execução esperada) e reclassificou como perda possível (probabilidade de execução estimada em 50%), cuja contabilização não é obrigatória. Os valores envolvidos nas ações classificadas como de perda possível cresceram R$ 3,9 bilhões e já chegam a R$ 15,9 bilhões. Essa foi a manobra encontrada para dizer que essa conta, que é de responsabilidade da Caixa, foi reduzida, quando ela foi apenas jogada para debaixo do tapete.


GT SAÚDE – O GT Saúde do Trabalhador se reuniu dia 27/3, em Brasília, para debater a necessidade urgente do estabelecimento de uma política de saúde mental na empresa, diante do aumento do adoecimento e afastamento por estresse, depressão ou exaustão mental.


Os representantes dos trabalhadores enfatizaram a necessidade de que as normas internas relativas às questões que envolvem a saúde e as condições de trabalho dos empregados precisam estar sintonizadas com os temas discutidos no GT, e denunciaram mais uma vez a política de subnotificação de doenças do trabalho, praticadas pelas gestões nos estados. Um novo encontro do GT será marcado para o final de maio.