Bancário é obrigado a vender produtos e punido por cancelamentos

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A dura rotina do bancário do Itaú é viver na corda bamba entre metas e cancelamentos. O bancário tem metas absurdas de vendas para bater e assim manter um bom desempenho e aumentar suas chances de permanecer no emprego. Entretanto, quando o cliente cancela um produto vendido por ele, antes de quatro meses do início do contrato, é advertido pelo banco, aumentando o risco de ser demitido.


O Itaú cobra metas absurdas para aumentar ao máximo seus lucros. E, quando o cliente fica insatisfeito com um produto adquirido, que o bancário foi obrigado a empurrar para manter seu emprego, o culpado é o funcionário. Isso é um absurdo! Parece que a direção do banco quer que o trabalhador hipnotize o cliente para que não perceba a ausência de necessidade do serviço. Inclusive, muitos clientes adquirem produtos até mesmo para ajudar o bancário a bater a meta.


“A política de advertências por cancelamento de produtos faz parte do Agir, programa de avaliação de desempenho, onde o banco penaliza os funcionários de forma não transparente, pois o movimento sindical não tem nenhum conhecimento do mesmo. Já foi cobrada negociação sobre o Agir e questionada a área de relações sindicais sobre a punição de bancários mediante cancelamentos”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú