Bancários ampliam conquistas e incentivam cultura

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A força da greve nacional dos bancários arrancou importantes conquistas econômicas e sociais, dentre elas o vale-cultura. A nova conquista acontece após a aprovação e regulamentação da Lei nº 12.761/2012, criada pelo governo Dilma como forma de incentivar o acesso de milhões de trabalhadores aos eventos e bens culturais. Além da Contraf-CUT, federações e sindicatos, a negociação com a Fenaban contou com o envolvimento direto da ministra da Cultura, Marta Suplicy. A cláusula, além de facilitar o acesso dos bancários, injetará mais de R$ 9 milhões por mês na cultura.


“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” – Durante a solenidade da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014, ocorrida dia 18/10, em São Paulo, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destacou a conquista do vale-cultura, que pela primeira vez faz parte de uma convenção coletiva de trabalho no Brasil. “Isso permitirá que mais trabalhadores tenham acesso à literatura, ao cinema, ao teatro, aos espetáculos de música, valorizando a cultura em todo o País. A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade”, disse ele parodiando a música dos Titãs.


“Essa campanha foi muito difícil e a mobilização da categoria foi essencial para alcançarmos além de aumento real pelo décimo ano consecutivo, avançarmos em benefícios como este do vale-cultura. Só no Ceará, o vale cultura vai injetar na economia local mais de R$ 2 milhões em incentivo à leitura, ao consumo de produtos e serviços do teatro, de shows, e isso é também muito importante. Esse é um novo direito a ser agregado e um exemplo também para as negociações de outras categorias”, avalia o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.