Bancários apontam jornada nacional de luta contra demissões do Santander

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Em reunião ampliada da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, realizada dia 8/5, em São Paulo, com a participação de cerca de 80 dirigentes sindicais de todo o País, foi indicada a realização de uma jornada nacional de luta contra as demissões do Santander. O banco espanhol eliminou 970 postos de trabalho nos três primeiros meses do ano. Com isso, foram fechadas 4.833 vagas nos últimos 12 meses, o que representa uma queda de 9,0% no quadro de funcionários.


A proposta é fazer a jornada de 12 a 23/5 com diversas atividades de mobilização, com a finalidade de pressionar o Santander a parar as dispensas e a contratar mais bancários, a fim de proteger e ampliar empregos, melhorar as condições de trabalho e garantir atendimento de qualidade.


Os dirigentes sindicais protestaram contra o aumento de 48,3% em 2014 na remuneração global dos 46 integrantes da diretoria executiva do Santander Brasil, conforme proposta aprovada em assembleia dos acionistas, realizada no dia 30/4. Com isso, segundo cálculos do Dieese, cada um deles ganhará média de R$ 5,7 milhões por ano, considerando salários, bônus e participação nos resultados.


Reunião com o RH – Os dirigentes sindicais se reuniram durante a tarde com a diretora de Recursos Humanos do Santander, Vanessa Lobato. Uma série de problemas dos funcionários foi apontada para Vanessa, como demissões injustificáveis, falta de funcionários, assédio moral, aumento e cobrança de metas abusivas, pressões e terrorismo de regionais, desânimo, falta de motivação, desvalorização, sistema fora do ar, doenças psicológicas, tentativas de suicídio, assaltos, sobrecarga de trabalho, reclamações de clientes e retirada de bebedouros para economizar água, dentre outros.


Vanessa não trouxe novidades, nem mesmo apresentou um calendário de retomada de negociações do Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho e do Grupo de Trabalho do SantanderPrevi. Entretanto, a reunião possibilitou ao movimento sindical mostrar para a diretora de RH a realidade na rede de agências e nos departamentos do banco.


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“Os bancários que não foram demitidos estão trabalhando no limite, sobrecarregados de serviços, cobrados por metas abusivas, submetidos a assédio moral, expostos à insegurança e com muitos adoecimentos, o que é um desrespeito à saúde e à dignidade do trabalhador”

Eugênio Silva, secretário de Saúde do Sindicato e funcionário do Santander