Bancários aprovam proposta específica do BB

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Depois de um intenso e longo debate que durou toda uma madrugada do dia 26/9, o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, conseguiu arrancar novos avanços na proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo. Os bancários do Ceará aprovaram a proposta em assembleia realizada no último dia 27/9.


Entre outros itens, o BB pela primeira vez aceita colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas; concorda em aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, que tem a participação dos sindicatos na intermediação da denúncia e do processo de apuração; os bancários conseguiram incluir a gratificação de caixa na carreira de mérito, retroativa a 2006; estabelece como novo piso após estágio probatório (90 dias) o valor de R$ 1.948 (A2); unificação dos atendentes das CABB com um novo Valor de Referência (VR) de R$ 2.554.


Também será instalada mesa temática para discutir ascensão profissional e comissionamentos e o banco aceitou estabelecer a regra de preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do País através do sistema de remoção automática (SACR) ou pela nomeação de concursados. Isso é muito mais democrático e transparente na questão da mobilidade interna. E a PLR foi negociada mantendo-se a regra anterior sem vínculo do módulo bônus ao Novo Sinergia, que individualiza as metas. Será usada a mesma referência no resultado coletivo (ATB).


“A força da greve e a unidade do Comando Nacional foram fundamentais para trazer soluções de temas que estamos reivindicando há muitos anos, como jornada de 6 horas para comissionados, questões inerentes às CABB e aos caixas executivos, além de fazer o banco assinar a cláusula de combate ao assédio moral. Entendemos que a proposta é resultado da luta e tem avanços para os funcionários do Banco do Brasil”, afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa do BB.


Confira a proposta do BB:


1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20. Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.


2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40


3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.


4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.


5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.


6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.


7. PLR – Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:


• Escriturários: R$ 3.303,60


• Caixas executivos: R$ 3.674,97


• Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).


8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção – Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.


* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.


9. Incorporação da verba de gratificação semestral – GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.


10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 – Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.


Será ainda assinado o seguinte instrumento, separado do acordo coletivo:


Jornada de 6h para comissionados

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 6 horas para determinados cargos comissionados.


* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.


* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual.