Bancários cobram empregos e fim da rotatividade

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Os bancários representados pela Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram as negociações no Comitê de Relações Trabalhistas do Santander, em São Paulo, cobrando o atendimento de reivindicações pendentes de reuniões anteriores e de novas demandas dos funcionários. A superintendente de Recursos Humanos do Santander, Fabiana Ribeiro, ouviu os dirigentes sindicais, apresentou algumas respostas, agendou reuniões específicas e ficou de levar várias questões para análise no banco.


Mais empregos e fim da rotatividade – No ano passado, houve corte de 312 vagas e o quadro de funcionários caiu para 49.309. Houve também o fechamento de 61 agências e de 93 PABs em 2014, enquanto aumentaram os correspondentes bancários e cresceu 13,8% o total de clientes do banco. Com isso, a média de clientes por funcionário que era de 595 em 2013 subiu para 631 em 2014.


Condições de trabalho – A melhoria das condições de trabalho nas agências, postos de atendimento e centros administrativos foi mais uma vez reivindicada pelos representantes das entidades sindicais. Eles defenderam o fim das metas individuais e da área operacional, a proibição de abertura e prospecção de conta universitária fora da jornada e do local de trabalho, o fim do desvio de funções nas agências, envolvendo caixas, coordenadores e gerentes de atendimento e de negócios, o fim dos caixas volantes e a proibição de cobrança de metas para estagiário e menor aprendiz.


Está agendada reunião específica para o dia 23/4 para apresentação do programa de incentivos do Banco ao movimento sindical.


Modelo Certo – O Santander fez uma apresentação do chamado Modelo Certo, que está sendo implantado em toda a rede de agências. Segundo o banco, é uma nova forma de gestão, voltado aos gerentes. Para dar certo, esse modelo precisa incluir mais contratações de funcionários, acabar com as metas abusivas e o assédio moral, e melhorar as condições de trabalho.


Outra vez a representação sindical reivindicou a suspensão imediata das mudanças implementadas unilateralmente pelo banco nos planos de saúde (Bradesco e Unimed), que implicaram em aumento das mensalidades muito acima da inflação em 2012, 2013 e 2014. Foi solicitada uma negociação específica para encontrar formas alternativas que não inviabilizem os direitos dos trabalhadores. O banco aceitou uma reunião somente para tratar do assunto, em data a ser marcada.


Os dirigentes sindicais cobraram a retomada do grupo de trabalho do SantanderPrevi para discutir o processo eleitoral, que foi suspenso por força de liminares em 2011. O banco ficou de avaliar a demanda.


Redução de juros e isenção de tarifas – A representação sindical reivindicou novamente a redução das altas taxas de juros de empréstimos, consignado, cheque especial, cartão de crédito, bem como a isenção das tarifas bancárias para todos os funcionários ativos e aposentados do Santander.  O banco também ficou de avaliar a demanda.


“Reivindicamos mais contratações e o fim das demissões e da rotatividade, para reduzir a sobrecarga de trabalho e, consequentemente, o alto índice de adoecimento e melhorar a qualidade de serviço prestada aos clientes”
Roberval Lopes, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará