Bancários cobram realocação nos cargos e garantia aos excedentes da reestruturação

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A Contraf-CUT cobrou, em reunião ocorrida no dia 10/1, na sede do Banco do Brasil, em Brasília, garantias aos funcionários de agências em processo de fechamento e aos que tiveram os cargos cortados nos processos de reestruturação do BB.  A Comissão de Empresa apontou uma série de problemas verificados em cada base, como a dificuldade de realocação dos gerentes de relacionamento para a lateralidade e também situações onde a única opção dada de realocação tem sido com perda salarial.


Foi reiterada ainda a necessidade de respostas quanto ao VCP Permanente (Verba de Caráter Pessoal que mantém a remuneração) como forma de proteger os milhares de funcionários que irão perder o cargo ao final do processo de ajuste dos excessos. O banco informou que ainda não tem a resposta para o VCP permanente, como também não tem a decisão sobre VCP para os caixas que perderão comissão.


Abertura do TAO para ascensão – O Banco abriu um TAO (Sistema de Recrutamento) permitindo ascensão profissional para os demais grupos de função. O banco garantiu que toda nomeação ou sequência de nomeações em escada, terá que repor um excesso ao final.


Outras reivindicações – A Comissão de Empresa pediu ao banco esclarecimentos e que fosse melhor divulgado aos funcionários de agências em encerramento as informações para onde cada funcionário irá após o fechamento da sua unidade. Foi reivindicado ainda que o banco tente minimizar a perda salarial nos casos de descenso e mantenha a remuneração nos casos de lateralidade.


Liberação de remoção para os escriturários – Os sindicatos reivindicaram junto ao BB que fizesse a análise sobre antecipar liberação das remoções para os escriturários com o objetivo de facilitar a recolocação daqueles que ficaram excedentes em razão do fechamento de agências ou absorção de mais funcionários na sua unidade. O banco informou que vai analisar essa situação para que a liberação de uma remoção agora não crie um problema de excesso em dobro em determinadas unidades futuramente.


“Criticamos o otimismo do banco em relação às realocações, pois está claro que haverá muitos com redução de salários. O BB precisa ter coragem e disposição para proteger os funcionários. Implantar o VCP permanente como forma de proteção salarial é de fato se preocupar com as pessoas e defenderemos essa posição até o fim”
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará