Bancários cobram retomada das negociações do aditivo e PPR

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A Contraf-CUT, entidades sindicais e Afubesp enviaram na quarta-feira, dia 28/10, um documento ao Santander Brasil, cobrando a retomada das negociações, “com a maior brevidade possível”, para o aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e o Programa de Participação nos Resultados (PPR) do exercício de 2009. A segunda rodada, agendada para o último dia 22/10, foi cancelada pelo banco na véspera e, após uma semana, nova data ainda não foi marcada.


No documento também foi solicitada a prorrogação dos aditivos do Santander e Real, vencidos no dia 30/10, até a assinatura de novo instrumento coletivo. O Santander é o único banco privado que possui aditivo à convenção coletiva, construído após a privatização do Banespa, com vários avanços além das conquistas gerais dos bancários. Já o PPR representa mais uma forma de remuneração para os trabalhadores do banco.

DOIS BALANÇOS DIFERENTES – O Santander também anunciou semana passada os resultados do terceiro trimestre de 2009. Novamente foram divulgados dois balanços, a exemplo do primeiro semestre, com dois lucros diferentes. Um balanço apresenta lucro líquido no terceiro semestre de R$ 413,763 milhões. Segundo o banco, esse valor segue a norma contábil brasileira. Foi esse o balanço, com o resultado do primeiro semestre de R$ 1,6 bilhão, utilizado para o pagamento da antecipação da PLR, gerando protestos dos trabalhadores.


O outro balanço, conforme o banco, atende a regra internacional, IFRS, que passará a ser obrigatória por aqui apenas no próximo ano – para o resultado consolidado. Assim, pelas normas internacionais, o Santander registrou no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 1,472 bilhão, um crescimento de 92,1% em relação ao mesmo período de 2008. Com isso, o resultado acumulado nos primeiros nove meses do ano é de R$ 3,917 bilhões.


“Queremos que a PLR dos bancários seja calculada sobre o lucro maior, pois foi esse balanço apresentado aos investidores no processo de abertura de capital e levou à captação de R$ 14 bilhões, na maior oferta de ações do mundo em 2009. Os trabalhadores reivindicam igualdade de tratamento”, defende o diretor do SEEB/CE, Ailson Duarte.