Bancários cobram soluções para questões de saúde e trabalho

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A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com o banco no dia 28/2, para dar continuidade às negociações sobre as reivindicações dos trabalhadores a respeito da realocação (cláusula 62) e qualificação dos funcionários e sobre o adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença (cláusula 65).


Antes de entrar no debate sobre os temas, a COE chamou a atenção do banco para a importância da homologação das rescisões de contrato de trabalho pelos Sindicatos. O banco alegou que em alguns locais os gestores já faziam a rescisão. Para o Itaú, a única diferença é que antes o representante do banco ia até o sindicato. Mas, disse que não ter restrição da participação do representante do sindicato na hora da rescisão se isso for solicitado pelo bancário.


A COE solicitou que até o final da vigência da atual Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, o banco mantenha as homologações nos sindicatos para que sejam evitados conflitos desnecessários. Sobre realocação, uma das reivindicações é que seja garantida a mesma lotação e cargo aos bancários que retornam ao trabalho após afastamentos por problemas de saúde, ou gravidez.


O GT de Saúde tratou sobre o Programa de Readaptação, instituído pelo banco sem a participação do movimento sindical, ressaltando que a avaliação daqueles que estão com capacidade reduzida precisa ser diferenciada. Da forma como é feita, a avaliação está, inclusive, gerando demissões.


A COE também cobrou alterações na Unidade de Suporte Operacional (USO) do banco que, em regra, não fixa os trabalhadores a um local de trabalho. Reivindicou também o pagamento da cesta alimentação para os casos da cláusula 65. Com relação à cláusula 29, a reivindicação é o parcelamento da devolução dos valores adiantados aos funcionários. O banco confirmou para a COE que dará uma resposta no dia 9/3.


DEMISSÕES – Os trabalhadores também relataram a preocupação com demissões. O banco disse que até o momento não existe redução do quadro, mas as agências serão avaliadas para verificar a rentabilidade das mesmas, podendo algumas serem fechadas. A pedido da COE, a Contraf-CUT e os sindicatos serão comunicados antecipadamente. A próxima reunião da COE está pré-agendada para o dia 23/3.


“O Sindicato vai continuar acompanhando as respostas do banco para que, havendo necessidade, possamos defender os interesses dos trabalhadores, especialmente sobre perdas de direitos”
Ribamar Pacheco, diretor do SEEB/CE e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú